— Então eu fico aqui com você.
Heloísa sentiu uma alegria secreta, Valentino só se importava com Flávia por medo de não conseguir dar uma explicação para Dona Maíra.
Ele não se importava de verdade com ela.
A pessoa que ele amava era ela!
— Volte e descanse. — Valentino empurrou o ombro dela levemente.
— Está bem. — Heloísa foi embora, olhando para trás a cada passo.
Valentino cruzou os braços, procurando na superfície da água com um olhar afiado.
— Sr. Monteiro, encontramos um celular na ponte. — O homem o entregou.
A tela do celular estava rachada como uma teia de aranha, Valentino o pegou e olhou, era de Flávia.
Ele deslizou a tela e digitou a data do seu próprio aniversário, mas a senha não bateu. Seus dedos pararam de repente.
Quando os dois tinham acabado de se casar, Flávia tomou a iniciativa de colocar o aniversário dele como senha, dizendo que não deveria haver segredos entre marido e mulher.
Ele podia olhar o celular dela a qualquer momento.
Na época, ele apenas criticou com uma voz fria: — Infantil.
E a avisou que ela não tinha permissão para tocar no celular dele.
Ele tentou várias senhas seguidas e nenhuma estava certa, franzindo a testa com irritação.
— Encontraram a Flávia?
Ouvindo a voz severa de seu chefe, ele ficou tenso: — Ainda não.
— Façam de tudo para encontrála, custe o que custar!
— Sim. — Ele enxugou o suor frio da testa e saiu apressado.
A noite caiu.
Ainda não haviam encontrado nenhum sinal de Flávia.
O celular no bolso de Valentino vibrou de repente, era Rafael ligando para Flávia.

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