Helena sentiu dor no dedo e o recolheu.
Ao ouvir Clarice xingar, ela também ficou furiosa, empurrou-a com força com as duas mãos.
— Eu vou mesmo!
O corpo de Clarice caiu pesadamente no sofá. A queda a fez ver estrelas, e ela levantou a mão para segurar a testa.
Augusto ficou paralisado por alguns segundos.
A discussão era entre as mulheres, então ele não havia dito nada até ali.
Mas agora, ao ver Clarice ser empurrada por Helena, ele não conseguiu mais conter a raiva no coração.
Ele caminhou a passos largos até Helena, agarrou o pulso dela e a jogou com força. O corpo de Helena desequilibrou-se e caiu para o lado. Felizmente, Valentino a segurou a tempo.
Ao se recuperar, Helena percebeu que estava errada.
Clarice havia feito uma cirurgia há pouco tempo. Se algo de ruim acontecesse porque ela a empurrou, ela também ficaria com a consciência pesada.
Parada ao lado de Valentino, ela observou o estado de Clarice discretamente.
Dona Irene era quem mais se preocupava com Clarice. Ao vê-la cair, seu coração veio à boca.
— Clarice, você está bem?
Com a ajuda de Elisa, Clarice encostou todo o corpo no sofá, cobrindo a testa, com a voz fraca:
— Minha cabeça dói, estou tonta.
Helena ficou apavorada, chegou perto de Valentino e sussurrou: — Valentino, ela não vai ficar grave, vai?
— Não tenho certeza. — Valentino soltou as palavras.
Dona Maíra perguntou apressadamente, com preocupação:
— Clarice, você quer ir ao hospital dar uma olhada?
— Não é da sua conta. — A voz de Dona Irene estava fria.
O assunto da Flávia ainda não havia passado, e eles já vinham maltratar a filha dela.

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