— Então você quer usar o meu nome para negociar com os Viana.
Valentino assentiu: — O projeto está nas suas mãos, você tem que fazer a família Viana assinar o contrato.
— Entendido. — Arthur se levantou e abriu o armário de bebidas: — Vai beber um pouco?
— Sim. — Valentino levantou levemente a sobrancelha.
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Curitiba, meio-dia.
Flávia estava deitada preguiçosamente no pufe da varanda, com a luz do sol batendo em seu corpo, exalando uma aura suave.
O celular tocou.
Flávia nem se deu ao trabalho de abrir os olhos, levantou o braço fino e branco e tateou a mesinha ao lado.
Com os olhos semicerrados, ela deslizou para atender.
— Flávia, quando o Rafael e eu fomos à sua casa, vimos o Alberto Vasconcelos.
Flávia abriu os olhos de repente, sentou-se reta e uma preocupação passou por seu olhar: — O que ele foi fazer na casa dos Viana? Minha mãe não o viu, né?
Clarice ficaria de mau humor se visse Alberto. A doença dela já era emocional, então era melhor não vê-lo.
— Não. — Pietra Rocha acenou com a mão, sorrindo alegremente: — Seu pai deve ter ouvido a Heloísa falar sobre você e foi à casa dos Viana perguntar ao Augusto sobre o seu paradeiro.
— Quando eu cheguei, ele estava deitado no chão chorando, chorando muito triste. Quem não o conhecesse acharia que ele era um bom pai.
Flávia relaxou o corpo; desde que não tivesse afetado Clarice, estava tudo bem.
Alberto deitaria no chão e choraria por ela?
Ela não acreditava muito naquilo.
Se Alberto realmente a amasse, como poderia nunca tê-la visitado ou comprado nada para ela depois do divórcio com Clarice?
Pelo contrário, toda vez que se encontravam, ele a repreendia e favorecia Heloísa.

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