A enfermeira disse rapidamente:
— Srta. Flávia, o bebê está bem. Mas como ela é prematura, precisará ficar na incubadora por alguns meses, então você não pode vê-la por enquanto.
— A minha filha está bem mesmo? Você não está mentindo para mim? — Flávia encarou a enfermeira com um olhar desconfiado, com uma postura de quem não acreditaria até ver com os próprios olhos.
Ela tinha ouvido claramente o médico dizer durante a cirurgia que ela estava com uma hemorragia grave.
— É verdade, é uma menina, e ela é muito boazinha. — A enfermeira entendia a preocupação dela com a filha e a consolou com paciência.
— Você teve uma hemorragia grave durante o parto e o seu corpo está bem fraco. Você precisa se recuperar para poder cuidar bem do bebê.
Ao ouvir isso, Flávia finalmente se tranquilizou.
— Posso dar uma olhada nela?
— Não, o mais importante agora é você se recuperar.
Flávia assentiu com seriedade, ficou quieta e tomou a medicação obedientemente.
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Três anos depois, início do outono em Santa Mônica.
A mulher usava óculos escuros grandes, uma blusa vermelha de frente única, uma calça jeans azul retrô e um par de saltos altos vermelhos.
Com a mão esquerda, ela segurava uma garotinha. A menina tinha olhos limpos e escuros, bochechas gordinhas e o cabelo preso em dois pequenos coques.
Mãe e filha atraíam os olhares de muitos pedestres com a sua beleza impressionante.
— Ah, essa mulher é tão bonita e a menina é muito fofa. Dá até vontade de levar ela para casa.
— A garotinha parece ser tão cheirosa, dá vontade de abraçar a moça.
Flávia ouviu as palavras das duas jovens e não pôde deixar de sorrir.
— Mamãe, eu quero ir ao banheiro. — A garotinha olhou para cima, para Flávia, com uma voz tão suave que só de ouvir o coração derretia.
Flávia estava prestes a levá-la ao banheiro quando o celular tocou. Era uma ligação de Pietra.

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