— Você escolheu alterar o plano por conta própria, então deve estar preparada para arcar com as consequências.
Ao ouvir isso, Mônica sentiu um pouco de pânico.
Será que a pintura antiga realmente sofreu algum dano?
Logo, ela reprimiu esse pensamento.
Aurora devia estar apenas sendo teimosa, tentando envergonhá-la de propósito na frente de todos.
— Claro que eu assumo as consequências dos meus atos. Só acho que você está exagerando o perigo. — Mônica endireitou as costas.
Vendo-a tão confiante, todos passaram a acreditar ainda mais nela.
Mônica conseguia escrever artigos excelentes, tinha talento real e todos no museu reconheciam sua capacidade.
— Srta. Valente, talvez o seu plano realmente tenha problemas. Por que não ouve o método de restauração da Mônica?
— É verdade. As pessoas cometem erros, e você ainda é jovem. Contanto que reconheça o erro e o corrija, nós não nos importaremos.
Aurora fez uma pausa nos movimentos das mãos. Não esperava que Mônica conquistasse a confiança deles com apenas algumas palavras.
Logo, ela retomou os movimentos, ignorando a todos.
Mônica, vendo que ela não dizia nada, pensou que estava com a consciência pesada e sua arrogância aumentou.
— Srta. Valente, sei que você quer provar sua capacidade, mas não pode brincar com pinturas antigas.
— Sugiro que você entregue o cargo logo. Assim eu posso deixar o que aconteceu hoje de lado. — Mônica assumiu uma postura generosa e tolerante.
Com essas palavras, todos sentiram ainda mais que Mônica tinha uma visão ampla e um coração grande.
— Srta. Valente, já que a Mônica falou assim, ceda logo o cargo. Nós não vamos rir de você.
Os lábios vermelhos de Mônica se curvararam.
E daí que você é a Restauradora-Chefe? Quem vai te respeitar?

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