Os pequenos animais apareceram no papel de forma realista.
As crianças soltaram exclamações de surpresa, encarando os desenhos com os olhos brilhantes.
— Professora, obrigada. Vou guardar bem a borboletinha que você me deu. — A menininha colocou o desenho na mochila com cuidado.
— Eu também, eu também. O leão que a professora desenhou é muito imponente.
As outras crianças concordaram.
O olhar de Flávia Viana brilhou, o rosto cheio de sorrisos, e ela transmitia uma aura gentil.
A aula terminou. As crianças acenaram e se despediram de Flávia Viana, que sorriu e acenou de volta.
Talvez ter uma criança não fosse ruim.
Esse pensamento passou por sua mente. Flávia Viana apertou os lábios e ponderou por alguns segundos.
De repente, ela começou a querer ficar com o bebê.
Mesmo sem Valentino Monteiro, ela conseguiria criar o filho sozinha.
Toc-toc.
Alguém bateu na janela da sala. Ela virou a cabeça e viu a pessoa do lado de fora, ficando surpresa por um momento.
Ela rapidamente arrumou suas coisas e saiu com a bolsa.
— Flávia Viana, onde você esteve todos esses anos? — Lauro Valente encarou Flávia Viana, que estava de cabeça baixa, furioso por ela não ter correspondido às suas expectativas.
Ela parecia uma criança que tinha feito algo errado, esperando a bronca de um mais velho.
— Sabe há quanto tempo estou esperando por você?
Os olhos de Flávia Viana ficaram vermelhos, e lágrimas se formaram.
— Sinto muito, Mestre Lauro. — Flávia Viana curvou-se respeitosamente para se desculpar, com uma atitude sincera.
Mestre Lauro era o chefe do departamento de restauração de pinturas e caligrafias do museu, um restaurador de nível nacional, e tinha uma voz de peso no setor.
Havia inúmeras pessoas querendo construir uma boa relação com ele, mas Mestre Lauro agia de forma discreta e nunca prestava atenção aos bajuladores.


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