Alberto Vasconcelos encontrou o olhar de meio sorriso de Pietra Rocha, e uma raiva subiu em seu coração.
Ele era o majestoso presidente do Grupo Vasconcelos, uma garota inexperiente poderia zombar dele?
— Minha filha tem coisas mais importantes para fazer, claro! — Alberto Vasconcelos ficou com o rosto frio, depois virou-se para Flávia Viana. — Flávia, é assim que você trata o seu...
Antes de dizer a palavra pai, ele viu Rafael não muito longe e calou a boca na hora.
Heloísa havia dito que a relação de Rafael e Flávia Viana era um pouco ambígua. Se ele soubesse que ele era o pai de Flávia Viana.
Bastaria Flávia Viana dizer algo no ouvido de Rafael para que fosse ainda mais difícil para Heloísa fazer amizade com ele.
Flávia Viana soltou um riso de escárnio. Ele vivia dizendo como sentia a falta dela e como a compensaria.
Na última vez, ele não percebeu que ela estava machucada, e desta vez não quis que soubessem da sua identidade.
Tudo por medo de causar um impacto negativo em Heloísa.
Dizia que sentia sua falta e que a compensaria, mas, na verdade, não tinha coragem de deixar as pessoas saberem da relação deles.
Hipócrita.
— Sr. Rafael, sou o diretor do Grupo Vasconcelos. — Alberto Vasconcelos tomou a iniciativa de estender a mão para Rafael.
Ao ouvir o Grupo Vasconcelos, Rafael teve um leve palpite sobre a identidade dele, e de soslaio notou o rosto feio de Flávia Viana.
Ele confirmou a identidade, mas as aparências precisavam ser mantidas.
— Sr. Vasconcelos.
Os dois deram um aperto de mão rápido.
— Tenho uma caligrafia aqui que precisa de restauração, quanto tempo você acha que leva?
Alberto Vasconcelos guardou a atitude agressiva de antes e vestiu uma máscara polida.
— Desculpe, Sr. Vasconcelos. Nossa Galeria Noir está muito ocupada ultimamente e não estamos aceitando pedidos por enquanto.
Rafael colocou as mãos nos bolsos, e o sorriso não alcançou os olhos.

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