Valentino não concordou de imediato. Dois segundos depois, falou com calma: — Hm.
Ele se levantou e saiu do quarto.
Flávia não entendeu de imediato se ele iria ou não, mas ela havia avisado. Se ele iria, era um problema dele.
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No dia do aniversário do tio, Flávia pegou os presentes e dirigiu até a casa da família Viana.
Clarice, sentada no sofá, viu que ela estava sozinha e pareceu ainda mais preocupada.
— Flávia, o Valentino não veio com você?
— Mãe, ele está muito ocupado, não tem tempo. — Flávia abriu uma caixa de veludo preto. — Este é o presente dele para o tio.
Dentro havia um pincel de alto valor. Clarice olhou sem sorrir, apenas levantou a mão para fechar a caixa.
A Tia Elisa botou a cabeça para fora da cozinha: — Flávia, venha me ajudar rápido.
Flávia soltou um suspiro de alívio, levantou-se e entrou na cozinha.
— Tia, estou indo.
Meia hora depois.
Dona Irene sentou-se no lugar principal, e Flávia sentou-se ao lado de Clarice.
Ela olhou para Flávia: — Ligue para o Valentino e pergunte.
Flávia sabia que precisava fazer aquela ligação, senão a avó não serviria o jantar.
Ela ligou para o telefone de Valentino.
— Hoje é o aniversário do meu tio, você ainda está ocupado?
— Estou.
Justo quando Flávia ia falar, ouviu uma voz conhecida.
— Valentino, venha me ajudar a ver este contrato.
As articulações de Flávia, segurando o telefone, ficaram tensas. Então ela trocou o celular de lado, com medo de que Clarice ficasse triste ao ouvir a voz de Alberto.
— Mais alguma coisa? — A voz dele soava indiferente.
— Não.
Assim que ela falou, a chamada foi encerrada de forma direta do outro lado.

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