Flávia olhou para Valentino, achando que ele inventaria alguma desculpa para que os dois dormissem separados.
Percebendo o olhar dela, Valentino olhou de volta e ergueu a sobrancelha, quase de forma imperceptível.
Flávia apertou os lábios, e também deixou de ficar ansiosa.
Com base no quanto Valentino amava Heloísa, ele com certeza não gostaria que ela ficasse triste.
Sendo assim, ele, sem sombra de dúvida, não dividiria a mesma cama que ela!
Ao entender isso, ela acabou ficando mais tranquila.
— Já está tarde, vão descansar também. — Dona Maíra encarou os dois. — Valentino, ajude a Flávia a subir e, como ela não está em condições, dê banho nela.
— Hm. — Valentino concordou com tranquilidade e em seguida segurou Flávia com movimentos hábeis.
Flávia lançou-lhe um olhar.
No fundo, ela sabia que ele só tinha aceitado para enganar a avó. A velha senhora não ia ficar dentro do quarto vigiando se Valentino realmente ia ajudála a tomar banho.
Dona Maíra já tinha idade, as pernas não eram boas, então ficaria no primeiro andar aquela noite.
Depois de ver os dois subirem, ela procurou um quarto de hóspedes para descansar.
Assim que saíram da vista de Dona Maíra, Flávia puxou o braço de volta. — Eu consigo sozinha.
Valentino não insistiu. — Precisa que eu te dê banho?
Flávia arregalou os olhos, sem acreditar.
Ele estava de brincadeira?
Não tinha nenhum espião da velha senhora por ali, precisava atuar daquele jeito?
— Não.
Ela pareceu notar um sorriso fugaz nos olhos de Valentino, e quando olhou de novo, as pupilas dele estavam frias.
Pelo visto, ela realmente precisava descansar.
— Hm. — Valentino assentiu.
Como se a pergunta que ele tinha acabado de fazer fosse apenas para cumprir a ordem dada por Dona Maíra.
— Eu durmo no quarto de hóspedes, você no principal. — Flávia pensou alguns segundos antes de falar.
Dona Maíra não subiria, então mesmo que dormissem em quartos separados, não seriam descobertos.

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