Um calor suave tomou conta do coração de Flávia.
Ela tirou alguns pratos e acrescentou alguns pratos de acordo com o gosto de Rafael.
— Pronto.
— Heloísa tem estado muito com vocês? — Os olhos de Pietra Rocha brilharam de curiosidade fofoqueira.
— Quando terminamos de entregar o nosso trabalho, ela ainda estava lá, lutando para fazer a restauração. — Rafael curvou os lábios. — Na minha opinião, Valentino Monteiro é cego por escolhê-la.
— É isso mesmo. Ela não chega nem aos pés da nossa Flávia. — Pietra concordou com a cabeça.
Flávia Viana não disse nada.
Mesmo que Heloísa fosse pior que ela na restauração.
Mas e daí? Valentino Monteiro estava disposto a mimá-la.
— Vamos parar de falar sobre essa pessoa desagradável e comer.
Os três conversavam e riam, a atmosfera era animada.
— Vou ao banheiro, podem ir comendo. — Pietra Rocha levantou-se e foi em direção ao banheiro.
Os dedos bem definidos de Rafael descascavam camarões, uma ação simples que parecia agradável de ver ao ser feita por ele.
Um camarão grande e inteiro foi colocado no prato de Flávia Viana.
— Obrigada. — Flávia Viana sorriu levemente.
— Que formalidade é essa comigo. — Rafael continuou descascando os camarões.
Quando Valentino Monteiro e os outros entraram, viram essa cena.
A frieza em Flávia Viana desapareceu, e seus olhos e sobrancelhas se encheram de sorriso.
Os traços bonitos de Rafael carregavam um leve sorriso. O homem bonito e a mulher linda pareciam um casal apaixonado.
Otávio Lima disse com ódio: — Flávia Viana tem algum problema? Vocês ainda nem se divorciaram, e ela já está flertando abertamente com o Sr. Rafael. Isso é não te dar o mínimo respeito.
Arthur Mendes não disse nada, mas havia desprezo em suas pupilas.
Os lábios vermelhos de Heloísa carregavam um sorriso quase imperceptível.
Os olhos frios e sombrios de Valentino observaram os dois por alguns segundos, antes de ele falar com indiferença: — Não tem nada a ver comigo.


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