“O que está acontecendo?” Parecia que algum material tinha pegado fogo. “O que está pegando fogo?”
Caio, acompanhado pela secretária e alguns operários, saiu para averiguar a situação.
Estefânia e Péricles permaneciam na sala de informática, onde o clima também estava tenso.
O galpão estava repleto de materiais inflamáveis.
Assim que o fogo começasse, em pouco tempo tudo seria consumido, inclusive as pessoas que estivessem lá dentro.
“Fique aqui, não vá para lugar nenhum.”
Péricles entregou solenemente o extintor de incêndio e a máscara de gás para Estefânia.
“E você?” Estefânia, instintivamente, agarrou o braço dele. “Eles já estão cuidando disso, você...”
“O fogo se alastra muito rápido. Se as chamas aumentarem, todos vamos morrer.” Ele precisava encontrar o ponto-chave para conter o desastre. “Escute, fique quieta nesta sala.”
Estefânia olhou para os dados no computador.
A temperatura de todo o depósito já estava aumentando visivelmente.
A fumaça se espalhava; ninguém que saía retornava. Apenas naquela pequena sala de informática o ar ainda não estava contaminado.
Esperaram por bastante tempo.
Todos retornaram.
Em estado deplorável.
Os extintores tinham se esgotado. A fumaça era intensa e ninguém sabia se o fogo poderia recomeçar.
O sinal dentro do depósito era fraco.
Mas todos continuavam tentando ligar para os serviços de emergência.
“Bum.”
Um grande estrondo de explosão.
O depósito inteiro foi engolido por uma densa nuvem de fumaça.
Todos rapidamente colocaram as máscaras de gás; alguns operários, segurando os poucos extintores restantes, correram para fora.
Estefânia ficou apavorada.
O medo da morte era mais forte nela do que em qualquer outra pessoa, e seu corpo tremia involuntariamente.
Péricles a abraçou.
“Não se preocupe, não tenha medo, não vai acontecer nada.”
Mesmo que a morte chegasse.
Dessa vez, ele continuaria à frente dela.

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