A Noiva Inocente do CEO romance Capítulo 34

Parte 1...

Medo de voar muita gente tem, mas o medo de Nathaly era daquela quantidade enorme de água embaixo deles. Apesar de ser um oceano de um azul incrível, ela não se sentia bem e dentro de uma lata de ferro menos ainda.

O helicóptero voava perto demais do mar para o gosto dela. Sua testa suava e estava com taquicardia. Queria gritar com o piloto para que subisse mais.

Parecia que a qualquer momento alguma onda iria bater na porta do helicóptero. A sensação era horrível, pesava em sua nuca.

— Se continuar de olhos fechados vai perder uma das melhores vistas da Grécia - ele disse achando divertido o nervosismo dela — Abra os olhos, já estamos quase chegando - tocou seu joelho.

Ela bem que queria falar algo, mas estava mais preocupada em controlar o pânico que começava a aumentar. Seu coração batia tão forte que ela conseguia sentir as batidas em sua garganta.

Engoliu em seco e continuou de olhos fechados mesmo quando o sentiu tocar seu joelho.

Ele não sabia a batalha que ela estava enfrentando naquele momento. Não estava nem um pouco interessada no mar ou no passeio, só queria chegar logo antes que o mar a puxasse. Apesar de ser linda, a água lá embaixo representava sofrimento e morte.

Ele segurou sua mão e a sentiu fria e trêmula.

— Theé mou, como está fria - ficou preocupado — E está muito pálida. Ainda se sente mal por causa de ontem?

Ela bem queria que fosse só isso. Logo estaria recuperada. Kostas esfregou suas mãos querendo aquecê-las um pouco.

— Notei que estava nervosa quando nos encontramos. Acho que tem medo de voar. Desculpe, da próxima vez usaremos um dos barcos para que fique mais tranquila e faça uma boa viagem - disse preocupado e terno — Demora mais, porém não vai deixá-la nervosa.

Ela o olhou espantada com a súbita ternura e preocupação. Mas se pudesse escolher não estaria perto do mar de modo algum. Estava travada pelo medo e queria confessar que seu terror era por causa da água e não de estarem voando.

Mas ele talvez se abrorecesse com isso, assim como o tio havia se irritado e reclamado com ela por ser fraca emocionalmente. Mas ela não tinha como evitar.

— Não precisa me olhar assim - riu — Ainda bem que sua fraqueza não é só dinheiro. Muitas pessoas têm medo de voar. Vamos evitar isso quando possível - virou para fora e sorriu — Estamos em casa agápe mou - apertou sua mão.

Ela focou o olhar na pista de pouso que era paralela ao mar. Nada aconteceria ali, a água não subiria de repente para tragá-la. Respirou fundo várias vezes. Sabia que seu medo era exagerado, mas iria conseguir se segurar. Teria que conseguir.

— Podemos ir nadar um pouco para aliviar o calor. Pode ajudar a melhorar. Que tal?

“Deus me livre! Entrar no mar?”

— Hum... Depois pode ser? - fez uma cara sem graça.

— Tudo bem. Teremos muito tempo para isso - apertou sua mão de novo — As pessoas adoram se enfiar no mar quando vêm para cá, mas se não se sente bem, esperamos.

— Teremos muito tempo? - ela ficou alerta.

— Não tenho intenção de retornar tão cedo - sorriu.

Nathaly ficou um pouco desapontada e preocupada com essa notícia. O lugar era muito bonito realmente, mas quanto mais tempo ficasse ali mais difícil seria esconder seu problema. Talvez se contasse a ele sobre seu medo do mar ele entendesse.

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