Entrar Via

A Noiva Rejeitada do Alfa romance Capítulo 16

A tristeza nos olhos de Alina, misturada com a confusão que minhas palavras causaram, cortou algo dentro de mim que eu não queria admitir. Uma pontada de dor, uma culpa que não fazia sentido, se formou no meu peito. Por que eu me sentia assim? Ela era humana, uma lembrança viva do que eu odiava, do que destruiu minha família.

Mas antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, o toque estridente do celular dela rasgou o silêncio. Quando ouvi o nome James na voz dela, meu sangue ferveu. O que aquele desgraçado queria com ela a essa hora da manhã?

As palavras de Leon ecoaram na minha mente, como um tambor insistente: Ele a quer. Minha mão se fechou em um punho e as unhas cravaram na palma da minha mão, enquanto a raiva subia pela minha garganta.

— Estou indo. Agora! — Alina declarou, e eu pude ouvir o pânico na voz dela, antes que passasse por mim como se eu fosse invisível, correndo para o banheiro.

Era isso? Ela ia sair correndo atrás do peão que a amava? Menos de um minuto depois ela saiu ainda puxando o zíper do vestido sujo da noite anterior, o rosto estava mais pálido e os olhos cheios de lágrimas que ela tentava segurar.

— O que está acontecendo? — perguntei, a voz mais dura do que eu pretendia, enquanto tentava decifrar a angústia no rosto dela.

Ela me encarou, o queixo tremendo, as lágrimas brilhando nos olhos verdes.

— É o meu pai — foi tudo o que conseguiu dizer antes que a voz se quebrasse, como se dizer qualquer coisa a mais fosse fazê-la se derramar em lágrimas.

— Vamos, eu te levo — falei dando passos rápidos para a porta, o instinto tomando conta antes que eu pudesse pensar.

Não era só por ela. Era por mim. Precisava saber o que estava acontecendo, precisava ter certeza de que ela estaria segura e que aquele verme ficaria longe.

— Não precisa... — ela começou a negar.

— Você não está em condições de dirigir — interrompi segurando a porta de casa aberta.

O caminho todo Alina permaneceu em silêncio, as mãos retorcendo no colo e as lágrimas escorrendo silenciosamente pelo rosto. Ela tentava se controlar, mas estava fazendo um péssimo trabalho, eu podia ouvir cada soluço abafado, ver os tremores em seus ombros, e aquilo estava acabando comigo.

Uma vontade estranha, quase dolorosa, começou a crescer em meu peito, me impulsionando a puxar seu corpo para meus braços e confortá-la, mas eu não podia. Não podia me permitir isso. Não depois do que aconteceu na reserva, me forcei a lembrar apertando as mãos no volante para mantê-las longe de Alina.

Quando entramos na fazenda, seus olhos voaram para a casa em busca de qualquer coisa que lhe dissesse o que estava acontecendo e antes que eu estacionasse ela saltou do carro, correndo em direção à casa.

Meus olhos captaram um homem esperando na varanda, alto, com o boné torto, pra quem ela correu sem hesitar, despertando um incômodo no meu peito. Ele a segurou prontamente, colocando a mão na cintura dela de um jeito íntimo, falando algo baixo para ela e me mostrando que só podia ser uma pessoa: James!

Meu sangue ferveu com uma onda de ciúmes e possessividade subindo tão rápido que quase me cegou. Ela era minha. Ninguém tinha o direito de tocá-la assim, nem mesmo eu a estava tocando.

Vi Alina assentir para ele com o rosto tenso, antes de correr para dentro da casa. Eu subi os degraus da varanda com passos pesados logo atrás, meus olhos travados nos dele, impedindo que o safado a seguisse. James me encarou de volta com o queixo erguido, os olhos castanhos brilhando com um desafio que fez meu lobo rosnar.

Não trocamos uma palavra, mas o ar entre nós crepitava em uma batalha silenciosa de quem cederia primeiro. Ele era mais baixo, mais magro, mas a ousadia em sua postura dizia que não se intimidava. Meu lobo queria arrancar a mão dele por tocá-la.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Noiva Rejeitada do Alfa