O mundo explodiu em chamas no instante em que os lábios de Kaian encontraram os meus, um beijo ardente que me arrancou do chão e me jogou em um abismo de desejo. Seus dentes roçaram meu lábio inferior, a língua invadindo minha boca com uma fome que me fez gemer enquanto o som ecoava entre nós como uma confissão.
Meu corpo respondeu instantaneamente, o calor que já queimava dentro de mim agora se espalhou como fogo líquido, e eu soube no fundo da alma que ele dizia a verdade. A conexão que eu sentia, o arrepio na pele, o coração disparado, a necessidade insana de estar mais perto dele não era imaginação. Era real e visceral, como se nossas almas estivessem entrelaçadas por um fio que não podia ser cortado.
Suas mãos deslizaram por meu rosto, descendo para meu pescoço, e eu me perdi no toque dele, no rosnado baixo que escapava de sua garganta enquanto me puxava contra ele.
— Você é só minha — Kaian murmurou entre os beijos com a voz rouca e possessiva, os lábios traçando um caminho perigoso por meu queixo até meu pescoço. — Nunca vou deixar te deixar ir embora!
Suas mãos exploravam meu corpo com urgência, deslizando por minhas costas, apertando minha cintura, como se quisesse gravar cada curva na memória e eu não estava reclamando, porque o prazer que ele estava despertando no meu corpo me fazia querer gritar por mais, puxá-lo, prendê-lo contra mim até que saciasse aquela fome que crescia dentro de mim.
O desejo explodiu entre nós em uma tempestade que não podia ser contida, minhas mãos se moveram por seus braços e peitoral, sentindo o coração dele disparado à pele queimando enquanto traçava um caminho para baixo. Meus dedos encontraram sua ereção por cima da calça, e com uma ousadia que eu não imaginava ter eu apertei, arrancando um rosnado profundo que vibrou contra meu peito. Ele era meu, e eu o queria!
— Quero você — sussurrei com a voz trêmula de desejo, meus lábios roçando os dele. — Quero ser sua, Kaian. Por inteiro. — As palavras saíram como uma súplica, e ele respondeu com um grunhido, as mãos subindo para arrancar minha blusa com uma urgência selvagem.
Eu ouvi o tecido rasgar antes de ser atirado no chão, mas não me importei, só queria nós dois nos tocando, e ele repetiu o movimento com a outra, deixando-me apenas de sutiã. Minha pele se arrepiou no frio da cabana enquanto suas mãos desceram sem hesitar por minha calça até alcançar o botão.
Kaian me puxou com brutalidade me arrancando um arquejo mas no instante que ele me livrou da calça, minhas mãos já estavam na dele, lutando contra o botão, desesperada para ver ele livre, sentir seu corpo me tocar em cada pedacinho. Quando meus dedos roçaram a cueca, ele deixou escapar um som gutural que me incendiou, e me prendeu contra a parede, colando nossos corpos deixando o calor dele me envolver.
Antes que eu pudesse puxar sua calça pra baixo ele me ergueu com facilidade, me segurando com firmeza pelas coxas, e caminhou para as escadas, subindo com passos decididos até o andar de cima.
Havia apenas um quarto grande ali, com janelas enormes que revelavam a floresta lá fora. Uma cama grande dominava o espaço com lençóis brancos que contrastavam com a madeira rústica, mas meu olhar foi atraído para um cavalete coberto no canto, uma curiosidade que piscou em minha mente.
Kaina não me deu a chance de perguntar o que tinha embaixo, ele me colocou na cama, arrancando suas próprias roupas e ficando apenas de cueca, me presenteando com a visão de seu corpo perfeito, esculpido pelos deuses, com aquele caminho da perdição que sumia dentro de sua cueca.
Seu corpo cobriu o meu e os lábios voltaram a tomar os meus com uma intensidade que me fez arquear contra ele. Suas mãos exploravam, deslizando por minha pele nua, enquanto minhas pernas se abriam, deixando que ele se encaixasse com perfeição entre elas. Eu me entreguei gemendo e sentindo que o mundo tinha sido reduzido a nós dois, ao calor, a ereção dura e pesada que ele apertava contra minha intimidade, me atiçando e me deixando ainda mais excitada, ao desejo que consumia tudo.

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