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A obsessão do CEO Mafioso romance Capítulo 7

Ela abriu um sorriso carinhoso.

— Agora sente-se, filha. Vou providenciar algo para você comer. Não posso deixar uma moça linda como você com fome.

A palavra filha me pegou desprevenida. Meu coração doeu de leve ao lembrar da minha mãe. Será que ela estava bem? Será que aquele assassino a mandou mesmo para a casa da minha tia? Só de pensar que aquele desgraçado pudesse ter feito algum mal a ela, eu sentia vontade de matá-lo.

Afastei o pensamento antes que as lágrimas viessem.

— Eu não estou com muita fome, dona Helen… um lanche já está bom.

— Lanche não é comida de verdade, mas se é isso que prefere, vou fazer um lanche reforçado para você — ela murmurou, já abrindo a geladeira.

Sentei-me em uma cadeira à mesa enorme da cozinha enquanto ela se movia com agilidade. Pegou pão fresco, queijo, presunto, folhas verdes. Cortou tudo com cuidado, montando um sanduíche generoso. Depois espremiu laranjas na hora, o cheiro cítrico preenchendo o ar.

Ela colocou o prato diante de mim e o copo de suco ao lado.

— Espero que goste, menina.

Eu agradeci com um olhar sincero e dei a primeira mordida.

Estava delicioso.

O silêncio entre nós era confortável, mas minha mente não parava. A imagem de Ethan voltava como um filme que eu não conseguia desligar. O jeito que ele me olhava. A segurança fria na voz. A força nas mãos.

Eu precisava entender quem ele realmente era.

— Dona Helen… — comecei, tentando parecer casual.

— Como o senhor Ethan se tornou chefe da máfia?

— Matando o antigo chefe e assumindo o lugar dele.

A voz grave ecoou atrás de mim antes mesmo que eu pudesse reagir.

— Ou seja… matando o meu próprio pai.

O copo de suco quase escapou da minha mão. Meu coração disparou tão forte que eu tive certeza de que Helen conseguia ouvir. Virei o rosto devagar.

Ethan estava encostado no batente da porta da cozinha, impecável como sempre. O terno escuro parecia moldado ao corpo largo. A expressão? Impassível. Como se tivesse acabado de comentar sobre o clima.

Helen levou a mão ao peito.

— Ethan! — repreendeu, nervosa.

— Não se fala algo tão grave assim. Vai acabar assustando a moça, filho.

Ele caminhou para dentro da cozinha com passos calmos, firmes. Cada movimento dele era controlado demais para alguém que acabara de admitir algo tão monstruoso.

— É a verdade, Helen — disse, dando de ombros.

— Não vejo motivo para esconder esse fato. Inclusive, já disse isso para ela. E, se vai trabalhar para mim, é bom que saiba com quem está lidando e do que eu sou capaz.

Eu não consegui ficar em silêncio.

— Sinceramente, me assusta o modo como fala que matou seu pai como se tivesse orgulho disso. Isso só mostra o quão monstruoso é.

Os olhos dele escureceram.

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