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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 166

O toque entre eles era quente, forte, como um impulso irresistível.

“Como ele pode não ser o meu predestinado?” Lucretia perguntou-se. Ela e Rhys se completavam!

Um limpar de garganta fez com que os dois piscassem e virassem o rosto. Elijah estava olhando-os e Lucretia inspirou fundo.

— Entendo que fique feliz ao ver o seu… atual marido, porém, Lucretia, acho que precisamos conversar com ele.

Kolby, que não sabia sobre essa situação antes de saírem do bando ShadowBlood, estava completamente atordoado e, claro, irritado. Lucretia tinha encontrado o predestinado dela? Então… como ele poderia ficar com ela?

De uma forma, ele achava bom que Rhys não pudesse tê-la, porém, o que impedia o outro Alfa, também o impedia. Lucretia não iria rejeitar uma bênção da Deusa. A não ser que… que houvesse algo de muito errado com Elijah McCormack!

— Sim, precisamos — Lucretia disse e olhou para os outros, ao redor. Garret e os outros rapazes tinham acabado de chegar, e, ao verem aquele monte de gente estranha, não tinham ideia do que estava acontecendo. — Por favor, podemos ficar a sós? Eu vou primeiro falar com o meu marido e, depois, você poderá ser incluído na conversa, Alfa McCormack.

Elijah franziu a testa. Ele não queria Lucretia sozinha com aquele macho! Porém, ele era o marido dela e, infelizmente, ele precisava aceitar. Ser o predestinado dela não lhe dava nenhum direito, uma vez que ela era casada.

— Muito bem — ele falou, de má vontade. — Estarei aqui fora esperando, meu bem.

Rhys moveu-se um pouco, mas refreou-se. Ele olhou com raiva para Elijah, que apenas levantou uma sobrancelha e saiu dali.

Os dois já se conheciam, Rhys apenas não se lembrava.

— Rhys, cara, é pra gente ir? Tá tudo bem, por aqui? — Garret perguntou.

— Sim. Ela… é a minha esposa.

Ele ficou em silêncio por alguns momentos.

“ — Nem pense em fazer isso, porra! Ela é nossa, Rhys! Nossa! Eu não sei por que esse cara chegou aqui e disse que Lucretia pertence a ele, mas você tá sentindo, não tá? Ela pertence a nós!” Embry insistia. “ — Se desistir dela, Rhys, eu juro por tudo o que é sagrado, cara, eu vou embora!”

Rhys quase riu. Ele não lembrava da vida dele, apenas de pequenos pedaços, e não havia muito sobre o lobo. Ele não tinha aquela necessidade de manter algo que era novo. E Lucretia… ele mal sabia quem ela era, mas ele sentia que no fim, ela era tudo.

Ele a queria feliz, bem, e pelo que Embry tinha lhe dito, um companheiro predestinado é algo muito importante, algo que não pode ser rejeitado. Caso contrário, quem rejeitou sofreria muito na vida. E não era isso o que ele queria para aquela fêmea que lhe parecia um anjo — pelo que Harold tinha contado a ele, Lucretia encaixava-se na descrição.

— Nada. Não lembro de você. Eu tive alguns lampejos de fios vermelhos, dos seus olhos — ele falou isso e levantou uma das mãos para tocar no rosto dela. — E nada mais do que isso.

O coração de Lucretia parecia estar sendo aberto ao ouvir isso.

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