Rhys não se lembrava de como eles tinham começado aquele relacionamento, tudo o que enfrentaram juntos. Nada.
Ele a olhava de uma maneira doce. Na realidade, apesar de claramente mais magro, Rhys parecia mais… em paz. Ele não tinha aquele ar carregado de Alfa, a carranca de quem estava sempre pronto para um conflito. E o olhar era mais calmo, mais atencioso. Era como se Lucretia fosse algo extremamente raro e precioso, algo que ele era grato por poder observar.
— Você é mesmo minha esposa? — ele perguntou.
— Sim. Você é o meu Alfa e eu sou a sua Luna. E Rhys, não se atreva a me olhar desse jeito, porque eu não vou desistir de você!
Ele foi pego de surpresa. Aquela fêmea parecia conseguir ouvir os pensamentos dele. Os olhos de Rhys perderam um pouco de luz.
— Eu não sei muito, mas… um predestinado não é uma bênção?
Lucretia estava furiosa por dentro. Não com Rhys, exatamente, mas com o curso da vida, em si. E, ela tinha até medo, mas da própria Selene.
Como a Deusa pode ter feito com que o companheiro predestinado de Lucretia fosse um outro macho, em vez de Rhys? Não tinham eles dois passado por tantas coisas juntos, para no fim, ela ter que romper o vínculo?
A dor ficou ainda mais forte. Romper o vínculo. Não era exatamente esse o termo, certo? O vínculo nunca fincou, nunca se firmou. Ela já estava sem a loba dela, na época, e, por isso, a marca de Rhys não teve efeito permanente. No fim, seria uma dissolução de casamento, um divórcio.
“Não… eu não posso aceitar isso!”, ela disse a si mesma, no entanto, seria desafiador manter aquela união.
Lucretia sentiu como se a alma dela pudesse sair do corpo e rodear o corpo de Rhys, juntado-os e ligando-os. Ela queria o calor dele, mais do que o do corpo, o que tinha por dentro.
— Hmmm! — ela gemeu na boca dele e Rhys inflou o peito, passando a outra mão pela cintura da ruiva e puxando-a para mais perto. As línguas deles se tocaram e se entrelaçaram. — Rhys… eu te amo!
Sem pensar, Rhys respondeu.
— E eu amo você!
O tempo pareceu congelar.

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