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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 170

Ela compreendeu o que Rhys talvez quisesse fazer: carregá-la. Por isso, sacudiu a cabeça.

— Não. Estou bem — ela respondeu. — Sou mais forte do que imagina, meu amor.

“Meu amor”, ele repetiu mentalmente, com um sorriso nos lábios. Ele era o amor dela. E ela, o dele.

É, Rhys estava com esse problema da amnésia, no entanto, ele não podia dizer que não tinha sido abençoado, mesmo que aquela fêmea fosse tirada dele muito em breve. Ao menos, ele pode viver com ela, pode desfrutar do amor dela por algum tempo, e isso já era muito.

Ele lembrava que Embry tinha lhe contado sobre marcar a companheira, para que ela fosse vista e sentida pelos outros como dele. E ele seria dela. E que, no caso de companheiros escolhidos, o lobo disse lembrar que isso anularia um vínculo predestinado, caso existisse.

Se era assim, então por que Lucretia não tinha sido marcada por ele? Por que ele não fez isso, garantindo que aquela fêmea maravilhosa fosse dele para sempre? Se tivesse feito, agora não teriam esse maldito problema que era um terceiro na relação.

[“E quem é aquele outro?”] Embry perguntou. O outro macho, o tal Kolby Sheffer, mantinha-se quieto, porém, ele olhava para Lucretia com algo que Rhys, mesmo não tendo mais tanta vivência de mundo na cabeça, podia dizer que havia mais do que carinho familiar. Sim, ele tinha mencionado família.

— Se não andarmos a noite toda, ainda poderemos chegar lá pela manhã? — Elijah perguntou. Ele vinha calado no caminho, encarando a nuca de Lucretia, morrendo de vontade de afastar aqueles dois. O lobo dele estava como uma fera enjaulada.

Rhys tinha cicatrizes novas, ela podia vê-las. Sim, antes, ele já tinha algumas, afinal, era um guerreiro. Porém, agora, era muito pior.

Foi acesa uma fogueira e colocado alguns pedaços de carne curada para cozinhar.

Lucretia pegou o pote de comida, quando pronto, e o levou aos lábios de Rhys, no entanto, ele sacudiu a cabeça. Ela ficou desolada e ele sorriu, tomando o pote das mãos dela.

— Sou eu quem deve te servir — ele falou e as bochechas de Lucretia ficaram mais vermelhas. Ela queria mesmo ser servida, mas o que lhe surgiu na mente não foi algo relacionado àquele tipo de comida, e sim ela, como prato principal. — Você tá bem?

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