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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 171

Rhys notou como ela ficou vermelha e colocou a mão na testa de Lucretia. O cheiro que invadiu as narinas dele foi o de desejo, ele conseguia saber que era isso, e suas próprias pupilas se dilataram.

Os soldados que sentiram o que estava acontecendo remexeram-se desconfortavelmente, enquanto Elijah acabou quebrando a tigela de comida que estava em sua mão, apertando-a forte demais. O som fez com que Lucretia e Rhys despertassem do momento deles.

“Mas que inferno!”, Elijah reclamou e puxou o ar. Ele precisava se afastar um pouco. Aquilo era uma maldita tortura!

Eles armaram tendas e foram dormir, depois que o “banquete” havia terminado. Rhys e Lucretia foram para o mesmo local, no entanto, não esperavam que Elijah entrasse lá, também.

— Aqui não tem espaço para três pessoas — Lucretia disse.

— Você vai dormir aqui. Dois guardas ficam na porta. O Alfa Jarsdel e eu dormiremos em outra tenda.

Rhys estreitou os olhos na direção de Elijah.

— Lucretia e eu somos casados.

— Vai mesmo querer jogar esse jogo? Se fosse por isso, eu deveria estar com ela, deixando a minha marca na pele dela!

Rhys levantou-se imediatamente do chão, onde estivera sentado ao lado da ruiva, e os dois machos pareciam prontos para brigar.

Lucretia também se colocou de pé e usou os braços para afastar os dois.

— Vocês dois! — ela reclamou e olhou para Elijah. — Ele é meu marido, temos o direito de dormirmos juntos. Mas okay… para evitarmos brigas, eu dormirei aqui sozinha. Mas se eu souber que houve qualquer intercorrência, não vai sair de graça, entendeu?

Lucretia não saiu do lado de Rhys, e percebeu que ele e Elijah estavam ignorando um ao outro mais ainda do que no dia anterior. Ela queria perguntar o que aconteceu, mas o faria quando pudesse estar sozinha com Rhys.

Após quase uma hora de caminhada, a floresta se abriu em uma clareira humilde. Uma pequena cabana de madeira, com fumaça saindo pela chaminé, surgiu diante deles. Rhys soltou a mão de Lucretia por um momento e apressou o passo.

— Harold! Macy! — ele chamou.

A porta rangeu e um homem de idade avançada, com as costas curvadas pelo tempo, saiu com uma expressão de surpresa que logo se transformou em alívio. Harold limpou as mãos em um avental sujo de farinha e sorriu, embora seus olhos tenham se arregalado ao ver o exército de pessoas impecáveis e imponentes que acompanhava o seu "aventureiro".

— Rhys! Pelos céus, rapaz, você voltou! — Harold exclamou, descendo os degraus trôpegos. — Macy estava preocupada. Ela disse que os uivos ontem à noite pareciam diferentes...

Logo atrás dele, uma jovem de cabelos castanhos acobreados apareceu. Macy tinha um ventre proeminente sob o vestido simples e uma doçura no olhar que Lucretia identificou imediatamente. No entanto, o que Lucretia também identificou foi o brilho de adoração nos olhos da moça ao olhar para Rhys. Uma pontada de ciúme humano — irracional, mas visceral — a atingiu.

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