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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 77

Rhys ainda nem tinha entrado e a atmosfera já mudou completamente. Os quatro lobisomens estavam amarrados.

Dalton foi o primeiro a levantar os olhos, um deles muito inchado para abrir, e encarar o Alfa.

— Então, esses são os putos que pegaram a minha fêmea. — Rhys perguntou de maneira displicente, com um tom de zombaria. — Quatro lobinhos.

O primeiro soco foi em Dalton, e ele cuspiu sangue enquanto a cadeira na qual estava amarrado caiu com ele no chão.

— Ousaram sequestrar a minha Luna, ousaram colocar as mãos nela!

Lucretia havia mencionado que um tal “Peter” foi o mais decente com ela, não batia, não gritava, a alimentação com calma e ainda lhe permitia ir ao banheiro. Nunca disse palavras nojentas a ela.

Rhys havia questionado se o coração dela tinha amolecido por aquele macho, mas ela apenas disse que estava fazendo o que achava certo. Contou sobre a conversa com ele, sobre ele ainda acreditar nas mentiras que tinham sido espalhadas a respeito da falsa traição dela.

— Não tocamos nela! — Ryan devolveu, irritado. — Além disso, ela recebeu melhor tratamento do que uma traidora vadia merece!

Peter fechou os olhos ao ouvir aquilo. Ryan era amigo dele, tinham crescido juntos. Enfrentaram muitas coisas juntas e, por isso, até implicavam que eles eram amantes, sem fundamento. Peter sempre o defendia, até por Ryan ser mais novo e ter perdido os pais muito cedo.

Depois que ele disse aquilo, Peter sabia que Ryan seria punido.

— O que você disse?! — Rhys perguntou e os olhos dele estavam injetados de ódio. Segurou os cabelos de Ryan pelo topo da cabeça. — Pelo visto, os boatos infundados sobre a minha fêmea continuam. Foi por isso que a sequestraram? O que pretendiam? Matá-la?

Peter não sabia qual o objetivo final de quem os pagou. O mandante não mostrou o rosto. Usou modificador de voz ao falar pelo telefone. Inicialmente, pensaram que Lucretia seria assassinada e pronto, mas foram ordenados a mantê-la presa, dopada com wolfsbane. E que ela não deveria ser gravemente ferida.

— Não sabemos quem mandou. — Peter respondeu, calmamente. Cada palavra fazia a boca dele doer com o movimento. Ele havia levado bons socos, ali.

A atenção de Rhys voltou-se para ele.

— Per…dão. Eu só… — Peter cuspiu sangue.

Rhys torturou os quatro a fim de saber tudo o que eles podiam lhe dizer. Ao fim, dois morreram. Dalton e Jack.

— Pensem direito. Eu vou voltar. E quero as respostas certas!

Rhys saiu do local e foi para o Centro de Treinamento. Ele queria socar mais, e não podia com aqueles machos, ou os mataria. Pelo menos não por enquanto. Assim que se convencesse de que não poderia arrancar mais nada deles, os eliminaria com as próprias mãos.

Lucretia, no quarto, estava entediada. Ela queria fazer algo de útil, mas foi confinada ali. Na segunda-feira, teria que ir para o bando dela.

Ao olhar para o novo celular que já estava com o número antigo recuperado, não havia uma só mensagem ou ligação do pai. Até Deidra e Jeane a contactaram, mesmo que Lucretia não tivesse respondido.

O aparelho vibrou, agora, com uma ligação.

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