Lucretia tinha acabado de revisar alguns documentos do LongFang, enquanto Haylie a ajudava.
— Tem certeza de que tudo bem eu olhar essas coisas? — a jovem perguntou. — Martin me deixa à vontade, mas mesmo assim. Esses são os documentos de outro bando.
Lucretia sorriu para ela.
— Você é minha amiga. Além disso, foi do LongFang por muito tempo. Se tinha que nos trair, o teria feito naquele época. Por que faria isso agora? Porque saiu de lá?
Haylie suspirou e abaixou a pasta que tinha nas mãos.
— Olha, eu não vou mentir. Se fosse a Deidra no poder, sinceramente eu não faria a mínima pro que acontece com o LongFang. — Ela deu de ombros. — Só me importo porque é o bando que você vai herdar. Aqueles lobos que estão lá não merecem você.
Vendo como a amiga era sincera, Lucretia ficou aquecida por dentro.
Quando as duas eram novinhas, e Deidra já estava colocando as garras em cima de todo mundo, Haylie sempre ficou ao lado dela, mesmo sendo apenas uma omega. Ela apanhava junto. Chamava ajuda quando podia. Mas não abandonava Lucretia.
Por isso, não importava o quê, Lucretia confiava em Haylie. Ninguém poderia convencê-la de que a jovem a machucaria.
— Tem alguns bons soldados. — Lucretia disse. — Ficaram ao meu lado.
— É, ainda têm que tenha bom senso e um pouco de cérebro! Como é que a Deidra consegue fazer esse povo segui-la? Ela não tem alma de líder!
As duas não falaram mais sobre o assunto e, apesar de ter sorrido, Lucretia se preocupava. Se ela não recuperasse o lobo dela, ela não poderia assumir o comando do LongFang. E ela não permitiria que tirassem aquilo dela!
Rhys tinha ligado para Corrado, mas segundo ele, só conseguiu falar com Jeane. Lucretia achou esquisito. Sim, Corrado “abria as pernas” para Jeane, mas o celular dele, com o qual se comunicação com os Alfas, nunca era atendido por ninguém que não ele mesmo. Se ele não pudesse no momento, retornava depois. Mas JAMAIS alguém atendia no lugar dele.
Quando ela disse isso a Rhys, ela percebeu a expressão dele mudando, ficando mais distante, no entanto, ele falou que deveriam esperar, então. Ela duvidava que ele esperaria alguma coisa.
Pouco depois, Martin entrou e, ainda que tenha ido ao quarto do Alfa antes, agora, era o quarto da Luna, também. Não qualquer Luna, mas Lucretia. Apesar de ter amolecido mais, Martin ainda não a recebia bem.
— Luna, o Alfa pediu que fosse ter com ele no escritório.

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