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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 794

— Eu não imaginava que você fosse tão resistente. Uma dose de entorpecente capaz de derrubar um touro não foi o suficiente para apagá-la completamente!

Ele suspirou: — Já que você me reconheceu, não me culpe pelo que serei obrigado a fazer.

Ele dirigia de forma frenética, acelerando loucamente pela estrada, enquanto sua voz fria e sombria ecoava do banco da frente:

— Eu não queria matá-la, mas se você não morrer, meu disfarce será completamente arruinado.

— Então, me desculpe, Laís. Sinto muito mesmo. A verdade é que eu queria lhe dizer que sempre gostei de você, desde a época do ensino médio, mas, infelizmente, você nunca me olhou de verdade.

— Eu realmente nunca imaginei que seria o homem a enviá-la para o outro mundo.

— Mas não há outro jeito. É o que preciso fazer, Laís.

— Você deveria ter adormecido agora há pouco. Assim, pelo menos, teria continuado viva.

O homem murmurava para si mesmo enquanto continuava a dirigir.

Ele usava o tom de voz mais casual possível, mas as palavras que proferia eram de arrepiar a espinha.

Laís estava caída no banco, com as costas encharcadas de suor frio. Ela podia até mesmo sentir as gotas escorrendo, como se centopeias sinuosas rastejassem por sua pele, deixando rastros por onde passavam.

Não era que ela tivesse uma resistência natural a medicamentos.

A verdade é que ela sofria de uma rinite alérgica muito severa e, como o clima no País A estava nublado ultimamente, sua rinite havia atacado, deixando seu nariz completamente entupido.

Foi por causa desse infortúnio que ela acabou tendo sorte, não inalando grande parte do entorpecente que estava no lenço.

Mas, agora, isso não parecia ter sido uma coisa boa.

Afinal, o homem claramente havia decidido matá-la.

Laís reuniu todas as suas forças, tentando se sentar no banco, mas, após várias tentativas, percebeu que era inútil.

Ela não tinha mais energia alguma, restando-lhe apenas aceitar seu estado e permanecer deitada ali.

Quem diria que uma simples viagem resultaria em tantos contratempos e eventos inimagináveis.

Assim que Laís tentou se levantar com esforço, foi violentamente arrastada para fora do banco de trás.

Antes que pudesse reagir, uma corda grossa prendeu suas mãos e seus pés, amarrando-a com firmeza, como se fosse um pacote bem apertado.

No ar, pairava o cheiro úmido e salgado característico da brisa do mar.

Laís virou a cabeça com dificuldade e percebeu que o homem a havia levado para a foz de um rio, onde as águas encontravam o mar.

Até onde os olhos podiam alcançar, via-se apenas um mar amarelo e turvo. Perto deles, as correntes eram tão fortes e violentas que pareciam um exército de milhares de cavalos em disparada, como se quisessem romper a barragem a todo custo e se jogar no oceano.

O homem pegou um rolo de fita adesiva e, no exato momento em que se preparava para selar a boca de Laís...

Ela não conseguiu mais se conter e gritou:

— Xavier, por pior que seja, ainda fomos amigos, e você é o primo da Carla!

— Mesmo que você queira que eu morra, pode ao menos me contar toda a verdade, para que eu possa descansar em paz?!

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