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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 813

Como esperado, tudo ocorreu exatamente como ela previra...

Ela tinha acabado de "morrer", seu "corpo ainda nem estava frio".

Essas pessoas estavam tão ansiosas que correram todas para a Vila das Rosas para abrir champanhe na sala e comemorar.

Após o último incidente com as câmeras de vigilância, Felipe havia mandado retirar todas as câmeras da Vila das Rosas.

No entanto, o que ele não sabia era que, depois que a propriedade da Vila das Rosas foi transferida para o nome de Laís, ela mandara instalar novas câmeras.

Na época, o objetivo das câmeras era proteger o local de roubos, já que a casa ficaria desabitada por um longo período.

Ela não esperava que acabaria capturando acidentalmente um show tão grande.

Através do monitor, cada palavra dita pelas pessoas na sala foi gravada de forma cristalina.

E isso deixou Laís ainda mais certa de que o "assassinato" dela e de Jorge no País A não havia sido apenas obra de Sandro, mas sim o resultado da conspiração de várias pessoas.

Laís observava em silêncio, seu rosto permanecendo imóvel, sem qualquer emoção aparente.

Foi somente quando Patrícia apontou que Felipe "mesmo que ele queira algo lá no fundo, ainda sente a necessidade de manter as aparências", que Laís não pôde evitar curvar os lábios, exibindo um sorriso de profundo escárnio.

Ninguém conhece um filho melhor do que a mãe.

De fato, Patrícia conhecia Felipe melhor do que ele conhecia a si mesmo.

Assim, a frieza no fundo da alma de uma pessoa era algo que a educação e o ambiente jamais poderiam mudar.

Felipe, Fernando, Melissa e Fabiana... Essencialmente, todos viviam para satisfazer a si mesmos. Era algo cravado nos ossos, esculpido nos genes deles.

Laís também olhou para Catarina.

Ela ainda estava sentada num canto, com a expressão melancólica, segurando o cachorro. Laís não sabia se ela estava triste por causa de sua "morte".

Talvez, na família Vasconcelos, apenas aquela segunda irmã, que era discreta, de poucas palavras e sem presença marcante, tivesse um pingo de compaixão por ela.

Quanto aos outros, o foco estava sempre, exclusivamente, no benefício próprio.

— Venha, abra a boca...

Enquanto consolava-a com uma voz suave, Jorge pegou um pequeno pedaço de gueixa com a colher, assoprou delicadamente perto da boca, e levou aos lábios de Laís.

Laís obedeceu, abrindo a boca e acolhendo o alimento. Ela percebeu que a iguaria havia sido cozida até ficar bem macia, derretendo na boca e trazendo um sabor suave de ervas aromáticas medicinais, sendo extremamente gostosa.

Em seguida, Jorge pegou um pedaço de carne de frango acompanhado de um pouco de caldo, levando mais uma vez à boca dela.

Laís notou que tanto o frango quanto a gueixa estavam macios e saborosos, além de o caldo estar doce e reconfortante.

E o mais surpreendente era que Jorge havia tirado todos os ossos do frango, revelando um grau de atenção e cuidado notável.

Em toda a sua vida, aquela foi a primeira vez que Laís se viu sendo tão bem cuidada por alguém.

Ela olhou fixamente para Jorge e um traço inconfundível de emoção brilhou em seus olhos:

— Jorge, você... por que você é tão bom para mim?

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