POV: AIDEN
— Depende do tipo de cuidados que pretende me dar. — Provoquei, com um sorriso lento, apenas para vê-la arregalar os olhos e abrir a boca, chocada.
— Seu... — Ela gaguejou, perdida entre a raiva e a surpresa.
Segurei seu queixo com firmeza, forçando-a a me encarar. Inclinei meu rosto para mais perto do dela, tão próximo que senti sua respiração trêmula.
— Me diga, Haphel... — Assoprei contra seu rosto, deixando o rosnado escapar ao final da frase. — Não quer saber quem foi o responsável pela morte da sua mãe?
Seus olhos se arregalaram na hora, a expressão dela mudou.
— Você... você sabe quem foi? — A voz saiu baixa, quase um sussurro. — Quem foi? Como você sabe quem é o culpado?
Soltei seu queixo devagar, mantendo meus olhos dourados fixos nos dela.
— Eu sei o suficiente para você me ouvir antes de abrir essa boca cheia de provocações.
— Está blefando. — Ela rebateu, mas a hesitação na voz me fez sorrir.
— Quer mesmo testar isso, Haphel? — Inclinei a cabeça, meu tom baixo, grave e direto.
— Para de enrolar! — Haphel deu um passo à frente, cutucando o meu peito com a ponta do dedo. — Quem foi?
— Ah, não, minha raposinha. Informação é poder, e agora esse poder está comigo. — Pisquei para ela, soltando seu queixo e abandonando o toque na pele que ainda estava arrepiada. Virei-me devagar e me encostei na mesa, analisando cada reação da intrigante humana a frente. Vi o exato momento em que ela engoliu em seco, os dedos levemente trêmulos.
— O que você quer de mim, Aiden Belmont? — Haphel perguntou, firme, mesmo com os tons acobreados dos olhos mais intensos e profundos.
— Uma troca. — Falei com calma, arqueando uma sobrancelha, mordendo levemente o canto da boca enquanto meus olhos percorriam seu corpo de cima a baixo, sem pressa. — Nossos destinos estão entrelaçados, Haphel. Então, por que não aproveitar isso?
Ela estreitou os olhos, desconfiada, mas não desviou o contato.
— Eu te mantenho segura. — Continuei, a voz baixa e firme. — Te dou uma nova vida, uma nova identidade... e ainda te ensino a deixar de ser a presa para se tornar a caçadora. Juntos, vamos atrás de quem tirou tudo de você.
— E você vai fazer isso porque... não é um lobo malvado? — Ironizou, cruzando os braços para cobrir o corpo, enquanto arqueava a sobrancelha.
— Com toda certeza, não. — Sorri de lado, exibindo as presas, a ponta da língua passando lentamente por elas. — Sou muito pior, Haphel.
Ela estremeceu, seu cheiro ficou mais intenso, provocando cada instinto em mim.
“Ah... que aroma deliciosamente viciante.” Lurak ergueu o focinho dentro da minha mente, como se pudesse provar o ar. “Essa raposa ruivinha não faz ideia do perigo que corre. Que pena ter caído em nossas garras.”

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