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A VETERINÁRIA DO ALFA SOMBRIO romance Capítulo 5

POV: HAPHEL

Fui literalmente jogada para dentro do carro, antes que conseguisse reagir, o cinto travou sobre meu peito, me prendendo. Ele abriu o porta-luvas, pegou algo e, sem dizer uma palavra, se inclinou sobre mim.

Sua respiração roçou em meu rosto. Quente. Controlado. Provocante.

A ponta dos seus dedos deslizou por minha pele, traçando meu maxilar com lentidão absurda. Senti um arrepio me subir pela espinha, e, por reflexo, travei o maxilar. Mas os olhos dele… não piscavam. Eram fixos aos meus. Duros. Implacáveis. E perigosamente hipnotizantes por seus tons amarelos.

— Para com isso... por favor... — murmurei, com a voz falhando no meio da frase. — Eu juro que vou gritar, você está completamente maluco! Isso é crime!

Ele não respondeu. Apenas subiu a mão e prendeu meus cabelos com firmeza, puxando-os para cima, expondo meu rosto.

— Solta. — Tentei afastá-lo, mas ele ignorou.

Com um movimento preciso, encaixou uma venda sobre meus olhos. O mundo escureceu em um estalo, minha respiração disparou.

— O que está fazendo? — Entrei em pânico, mordi o lábio e comecei a me debater, contorcendo o corpo como se aquilo fosse me livrar do controle dele. — Você não pode fazer isso, não pode me sequestrar! A polícia vai perceber! Eu sumir assim do nada é o tipo de coisa que dá cadeia, seu lunático!

— Ninguém vai perceber, Haphel. — A voz dele veio grave, baixa, cortante. — Foi você quem disse... que não tem mais ninguém, ninguém notará o seu sumiço.

Parei de lutar. Não porque quisesse, mas porque as palavras dele bateram fundo, mais do que eu estava pronta para admitir. A venda escondia meus olhos, mas não podia esconder as lágrimas quentes que escaparam, molhando minha pele. Mordi o lábio com força, tentando engolir a sensação de estar completamente à mercê dele.

— Por que você está fazendo isso comigo? — Minha voz saiu baixa, com o nó na garganta. Suspirei, tentando controlar a respiração que estava descompassada.

Encostei a cabeça no encosto do banco, o corpo rígido, e ergui o rosto em direção de onde sentia o calor dele, tão próximo que parecia me cercar.

— O que você quer de mim? — Forcei a pergunta, a voz vacilando. — Quem diabos é você de verdade?

Senti seus dedos subindo pelo meu pescoço, quentes, ásperos, firmes, até capturarem meu queixo. Sua mão bruta me obrigou a manter a cabeça erguida, imobilizada sob o seu controle. O hálito quente roçava na minha pele sensível, perto demais da minha boca, como se ele testasse o limite.

— Você viria até mim de qualquer forma, Raposinha. — Ele falou baixo, quase um rosnado, carregado de certeza. Seu cheiro me cercava, forte, viril, impossível de ignorar. — É o nosso destino.

— Destino? — Arqueei as sobrancelhas, inclinando levemente para a frente, e nossos lábios roçaram por acidente. O som grave do rosnado dele me fez congelar. Afastei o rosto, engolindo seco. — Eu não quis... eu...

— Cuidado, Haphel... — Sua voz desceu para um tom grave, carregado de ameaça e uma calma irritante. — Não sou alguém que você queira provocar.

Senti sua mão afundar o encosto do banco, o corpo dele praticamente me cercando, a presença sufocante, como se me prendesse ali de propósito. O calor da respiração dele bateu no meu ouvido quando sussurrou, baixo e intenso:

— Mesmo que seja tentador.

05 – SEQUESTRADA 1

05 – SEQUESTRADA 2

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