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A Virgem de Luxo romance Capítulo 15

Schimidth Company 11:00 AM...

Passei pela porta da sala de Arson, caminhando diretamente até a mesa dele para colocar minha bolsa em cima. Eu estava tão destraída e acostumada em haver apenas nós dois alí, que não notei ter companhhia.

Ao me virar decidindo ir até as máquinas de café, vi uma mulher alta de cabelo chanel preto e uma elegância inquestionável me encarando.

—Minha Nossa, que susto! -Falei levando a mão no peito, sentindo como se meu coração fosse se descolar de mim.

—Quem é você? - Perguntou ela, segurando delicadamente uma xícara em seus dedos cupridos.

—Uma funcionária apenas. -Respondi indo até a máquina de café, fazendo duas xícaras. Olhei para o relógio e segurei a primeira, indo até a porta a estender. Não deu tempo nem de contar até um e ela foi aberta por Arson que, de imediato a tomou deminhas mãos.

—Obrigado! -Falou indo em passos rápidos até a mesa, colocando a pasta em cima. —Lavine teremos uma conferência em vinte...

—Então o seu nome é Lavine? - Perguntou a mulher, dando um passo até mim, me fitando diretamente e em seguida, olhando para Arson com uma sobrancelha arqueada. —Por que não me parece estranho?

—Porque não é. O que faz aqui? - Perguntou ele, colocando a xícara sob a mesa e se virando para olhar a mulher, levando as duas m]ãos até o bolso da calça.

—Porquê ele mandou! - Disse ela indo até Arson e até então, eu não sabia o que estava havendo. Eu não sabia se ela era namorada, ex ou alguma perseguidora.

Acho que a última opção estava mais certa, pela cara de brava que ela tinha.

—Como ele está? - Perguntou Arson se sentando. A morena foi até Arson se sentando na mesa virada para ele, tendo em partes o desprezo, pois Arson estava ocupado dando atenção ao seu notebook.

—Senhor Schimidth, quer que eu saia? - Perguntei tendo o olhar de Arson de forma confusa me encarando.

—Por quê? Acha que preciso fala em particular com ela? - Perguntou ele me olhando. Instantes depois a mulher se virou para mim, exibindo um sorriso simplista.

—Fica tranquila, Lavine! Se el não nos apresenta, eu farei isso. - Falou Ashley se levantando e vindo até mim. —Sou Ashley Shmidth, prima de Arson e a segunda mais velha da família.

—Muito prazer, senhorita Schimidth, como soube, sou Lavine Stuart, a assistente do seu primo! - Respondi a estendendo a mão, cumprimentando-a.

Ashley levou a mão ao queixo como se analisasse o que ouvia e então sua voz saiu confusa.

—Lavine Stuart? Acho que te confundi então, conheço Lavine Flins! -Disse ela me causando um espanto. Minhas pernas de repente perderam a firmeza e tenho certeza de que eu havia perdido a cor.

Talvez teria sido percebida, se não fosse por Arson. Ele me olhou e sorriu, empurrando a mão de Ashley que estava apoiada sob a mesa a equilibrando.

—O que a vida dos meus funcionários te enteressa? Ele pediu para que viesse até aqui e os expecionasssem? - Perguntou Arson a olhando friamente.

—Não! Ele mandou que eu viesse até aqui para saber se está bem. Disse também que, se você não voltar com uma noiva em três dias, você se casará com a garota que ele planejava antes. -Disse Ashley causando um sorriso nos lábios de Arson.

—Eu o farei uma surpresa em três dias, mas ao invés de eu r até lá, traga-o você! - Falou Arson, me olhando em seguida.

Fiquei sem entender aquele olhar, era como o de uma criança prestes a aprontar.

—Certo, combinado! Não me faça de boba Arson, não tenho tempo de ficar bancando a sua babá! -Disse ela dando de costas para o primo e antes de dar um passo, se virou para o olhar sob o ombro esquerdo.

—Não se esqueça, é seu últmo desejo. - Disse saindo da sala em seguida.

Olhei para Arson e levei a mão no peito, respirando fundo.

—Meu Deus, que mulher! -Falei como se estivesse dando um ataque e ao me virar, vi Arson me encarando de forma séria.

—O quê? Se apaixonou? - Perguntou ele sorrindo em seguida, voltando a dar atenção ao notebook.

—Não foi o que quis dizer, vocês parecem mais irmãos do que primos. Na verdade, são parecidos. - Respondi me sentando na mesa em frente para ele, pegando o "ipad" para atualizar a agenda dele.

—Claro! Cirus virá trazer o nosso contrato e vamos até o cartório registrar o nosso casamento. Tem alguma objeção? - Respondeu se mantendo bem próximo. Senti meu corpo tremer e minhas pernas amolecerem ao ouvir aquilo, ele realmente estava decidido a me tornar esposa dele.

Fiquei alguns instantes o olhando fixamente e então, senti como se meu peito estivesse em chamas. Eu não poderia reclamar, já que era eu quem passou todos os dias procurando por ele.

—Foi você quem pediu para que eu fosse sua aqui. Não se arrependa! -Falei o olhando decidida. —Não ouse me abandonar depois de assinarmos esse contrato!

—Isso não está nos meus planos, futura senhora Schimidth! -Respondeu ele se aproximando para me beijar, mas antes que ele conseguisse, levei o indicador até os lábios dele o impedindo.

—Aproveite agora, pois depois de assinarmos, será somente quando eu permitir! -Falei sorrino, tendo minha mão segurada.

—Não se preocupe Lavine, será você quem virá até mim. - Falou me pegando no colo, me colocando sentada ao lado da máquina de café. Arson se colocou entre minhas pernas e então, ele levou a mão até a minha nuca, me puxando para me beijar.

Entrelacei minhas pernas em volta do corpo dele, me entregando ao beijo de forma irracional. Eu não sabia explicar de como aquele homem tinha o poder de me controla daquela forma.

Estávamos tão envolvidos com aquele momento de forma lasciva, que nem nos demos conta das primeiras batidas na porta. Naquele momento, era como se todo o universo tivesse se desligado e só tivesse restado nós.

Arson passeava com a ponta dos dedos pelas minhas pernas me causando uma sensação gostosa, enquanto eu alisava os fios sedosos do cabelo dele, deixando alguns escorregarem entre meus dedos.

Eu realmente estava envolvida e era a primeira vez que sentia algo tão consumidor por alguém. E era irracional saber que, esse alguém era dez anos mais velho do que eu.

Escutei nossos telefones tocar um depois do outro e mesmo assim, o nosso momento parecia anda mais importante.

Envolvi as pernas na cintura de Arson e ele foi caminhando comigo até o sofá de couro perto da janela, nos deitando em seguida. Estávamos sem controle, completamente envolvidos. Os lábios de Arson desceram beijos até o meu pescoço, intercalando com mordidas e selares.

Eu acabei soltando um gemido baixo e então, tive minha boca tampada e pude ouvir um sorriso dele.

— Shiiii, acho melhor terminarmos isso depois.

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