Haviam se passado uma semana.
Graças as palavras de Ethan, eu decidi ter mais paciência e esperar. Como ele mesmo havia dito, sempre vem a luz no fim do túnel.
Eu não perderia nada em começar a pensar positivamente; precisava cuidar de mim, do Benjamin que já estava falando de tudo e também dos pequenos dentro domeu ventre.
Era dia de consulta; minha mãe havia me acompanhado e saiu de ´lá chorando, ao saber que os gêmeos eram um casal saudável.
Claro, era ela a responsável por dar as notícias à Arson. Decidimos isso juntas; já que queriam a minha melhora, começaria comigo, cortando os motivos para me deixar ansiosa.
Isso não queria dizer que, eu não contava as horas para tê-lo comigo. Apenas não poderia ter nenhum gatilho que me fizesse voltar a uma depressão profunda.
E por falar em depressão; finalmente as minhas pernas estavam cicatrizando; mas eu teria que manter o máximo de repouso possível, por conta da gravidez. Então, eu ainda estava usando a cadeira de rodas para me movimentar, optando por sair delas apenas na hora do banho.
Eu estava no carro com a minha mãe, a escutando falar animadamente, várias opções de nomes, mas a minha atenção, estava no tempo nublado da janela.
— O que acha de ligarmos para ele e contarmos? - Disse a minha mãe, entrando em contradição, me fazendo virar para ela imediatamente.
— O que disse? - Perguntei a vendo sorrir.
— Eu disse que, seu aniversário está chegando. Deveríamos fazer algo. O que acha de ligarmos para Ethan? - Perguntou ela, sorrindo e ao ver que eu apenas virei o rosto, ela freou o carro no acostamento.
— Lavine, o que há com você? Achei que havíamos combinado de termos paciência.
— Eu estou tendo, mãe. Só que, nmão acha que tudo ficaria mais fácil se eu o ouvisse ao menos uma vez? Ou se eu pudesse contar a ele sobre o meu dia e de como os filhos dele chutam de forma travessa, dentro da minha barriga? - Perguntei com um timbre sôfrego.
— Filha, a avó dele está internada! - Disse ela, me causando espanto.
— O quê? - Perguntei confusa, respirando fundo, para não deixar a fúria tomar conta de mim. Então, me virei para ela, a encarando com os olhos fulminantes.
— Por quê não me disse antes?
— O que ia fazer Lavine? Você está com duas crianças que estão ganahndo peso dentro de você enquanto você está cada dia mais debilitada. Você corre o risco da placenta descolar e sofrer um parto quatro meses prematuro e ainda está emagrecendo, quando deveria engordar com as crianças. Sua obstetra virá para fazer seu parto e está te acompanhando por outros médicos no país. O que quer que eu faça?
— Mãe, ele precisa de mim. - Falei com a voz fraca, me sentindo preocupada, mas ela não demorou para rebater.
— E nós de você! Ele liga todas as noites, perguntando de você e eu tenho que mentir falando que está bem. Tenho que esconder dele, que Ethan tá fazendo o melhor dele, para que Arson não se mate de ciúme. Fora que, A família dele, fez um rombo nos cofres da empresa e Arson não está dando conta sozinho com Belina. - Disse ela, respirando fundo.
— Mãe, desde quando isso está acontecendo? Eu quero voltar! - Falei, recebendo um olhar de repreenção.
— Filha, escute o que está dizendo? Tem cabimento? - Disse ela, passando as mãos nos cabelos e respirando fundo. — Você ficando bem, vai fazer com que Arson fique tranquilo e tenha cabeça para resolver as coisas. Eu devolvo seu celular, desde que fale com uma voz boa, que está tudo bem, conte seu dia e diga para ele que você está esperando por ele aqui, mas se ajude antes!
Quando ela disse as condições dela, respirei fundo e voltei a encarar a janela, estendendo a mão.
— Me dê! Me dê o celular! - Falei, voltando a olha-la.
— Me prometa que, se eu fizer isso, você dará o seu melhor e vai parar com essas crises? Vai voltar a comer e tentar ficar bem, para nos ajudar a cuidar de você?
Assenti com a cabeça, confirmando.
— Eu estou tentando, mãe. Eu só quero ouvir a voz dele e saberse está tudo bem. - Falei a vendo tirar o celular de dentro da bolsa e me entregar.
Então, eu olhei para a tela do telefone e respirei fundo, antes de digitar os números.
Chamou algumas vezes e aquilo me deixou cada vez mais ansiosa e de repente, uma voz sonoleta e cansada, atendeu do outro lado.
— " Samira, o que houve"? - Disse ele, respirando fundo.
— Não, você precisa vir no tempo certo! Estamos esperando por você e com muita saudade. Porsso te ligar mais vezes? - Perguntei ouvindo uma voz feminina no fundo.
"Senhor Schimidth, aqui está"!
— "Obrigado, já estou indo. - Respondeu ele, voltando a atenção para mim. — "Desculpa Angel, preciso resolver uma coisa. Eu te ligarei mais tarde e quero que me conte tudo o que perdi. Não se preocupe, logo tudo isso irá acabar"!.
Respirei fundo ao ouvir e sorri de alívio.
— Amor, eu...- Antes que eu terminasse de falar, ele me interrompeu.
—"Eu te amo. Mais do que tudo nessa vida"! - Disse ele, arrancando outro sorriso meu, desligando a ligação em seguida.
Entreguei o celular para a minha mãe e sorri, de alívio.
— Não esqueça do que me prometeu.
— Vamos fazer algo no meu aniversário. Um jantar, bem incrível! - Falei a olhando e sorri.
Minha mãe vincou as sobrancelhas e deu uma gargalhada simples.
— O que houve? Não fazem nem vinte minutos que... - Eu a cortei, sorrindo.
— Falta uma semana e eu tenho a certeza de que terei o melhor aniversário de todos. - Falei sorrindo e então, ela reagiu da mesma forma, mesmo ainda estando confuso o que eu havia dito.
Eu tinha a certeza de que realmente não estava colocando perspectivas demais; eu realmente terei o melhor aniversário.
...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem de Luxo
Qdo vão liberar os capítulos ???lento demais...