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A Virgem de Luxo romance Capítulo 163

Uma Semana depois...

Hoje era meu grande dia e eu estava tão ansiosa, quanto uma criança em uma festa de aniversário de cinco anos. Na infância, esse é sempre o aniversário mais esperado.

Abri meus olhos e os esfreguei, encarando o vidro da janela; eu estava feliz, independente da turbidez nas janelas.

Nada estragaria meu dia.

E por falar em “Dia Feliz”, a porta do quarto foi aberta por um garotinho de cabelos claros cacheados.

Ele estava sorrindo exibindo seus lindos dentes, enquanto balançava uma caixinha.

—“Mamãe”! - Disse Benjamin, vindo até mim.

Sorri e o peguei no colo, ouvindo o pequeno gargalhar ao sentir a ponta do meu nariz o irritar. Eu amava fazer cócegas nele.

— Não exagere, filha! – Disse minha mãe, nos olhando da porta.

— O que você tem aí, hum? – Perguntei, ainda causando cócegas em Benjamin, que se jogada de um lado para o outro, distribuindo gargalhadas deliciosas.

O pequeno respirou fundo, mostrando já suas bochechas avermelhadas e então, se sentou, me esticando a caixinha.

— “Palabéns” – Disse Benjamin, me fazendo sorrir.

Peguei o presente e sacudi, levando os olhos brevemente para minha mãe.

—Quem deu, filho? – Perguntei o encarando novamente e então, Ben apontou para a porta.

—“Papai”.

Naquele momento, um sorriso surgiu em meus lábios, junto a gota de esperança que eu tive esses dias todos, me mantendo de pé.

E quando encarei a porta, meu sorriso enfraqueceu, quando vi Ethan passar pelo arco da porta, com um buquê que ele mesmo havia cultivado.

Eram rosas azuis.

— “Titio”! – Falei, apertando a ponta do nariz de Benjamin, o vendo sorrir e repetir.

—“Titio”. – Disse Benjamin, olhando para Ethan que sorriu para ele e instantes depois, minha mãe veio até nós e segurou a mão do meu pequeno.

— Vamos com a vovó preparar o café, querido! – Disse Samira, nos deixando a sós.

Benjamin era esperto e muito inteligente. Ele estava se desenvolvendo cada vez mais saudável e aquilo me deixava feliz.

Eu serei uma mãe muito orgulhosa dos filhos que tenho.

Alisei minha barriga e olhei para Ethan, sorrindo fraca.

— Me desculpa Ethan, preciso corrigi-lo enquanto ainda posso. – Falei com a voz enfraquecida, pois eu havia ficado sem graça com a situação.

— Você está mais do que certa! – Disse ele, se aproximando. — Abra para ver!

Quando ele disse, abri a caixinha e olhei para ele, espantada.

— Ethan, eu não posso! – Falei o vendo revirar os olhos.

—Aqui! – Disse ele, me estendendo as flores.

— Mais presentes? Não posso aceitar. Não precisa me mimar dessa forma. – F alei o vendo respirar fundo e pegar a caixinha do meu colo, a virando.

Havia um escrito de caneta, com uma caligrafia perfeita. “Use”.

Sorri e então, passei a ponta dos dedos sobre a fina pulseira de micro diamantes, tão delicadas quanto um céu repleto de estrelas.

— Soube que foi feita pelo próprio CEO. Ele parecia ter chorado tanto enquanto lapidava as pedras, deixando tão delicadas quanto a destinatária. – Disse Ethan, poetizando a situação.

Olhei para ele com os olhos marejados e então, sorri.

— Deve ter sido noites difíceis. Olha quanta delicadeza! – Respondi o vendo sorrir e se sentar ao meu lado.

— Eu o entendo. – Disse Ethan, pegando a pulseira e a colocando no meu pulso.

— Imagine o que uma pessoa pensaria ao fazer um trabalho desses por conta. Olha para essas pedras e pensa no quanto ele precisou de atenção, para as mantê-las igualadas?

A comemoração do meu aniversário, era no novo café de Ethan.

Ele decidiu fazer lá, como um sinal de “bom presságio”. Ele havia nos dito que, coisas boas chamam coisas boas.

Todos já haviam saído, enquanto eu mesma decidi me arrumar sozinha. Coloquei um vestido azul de manga cumprida, que teve um ótimo caimento com a barriga grande.

Aqueles gêmeos não paravam de mexer e mesmo me causando um pouco de peso nas pernas e colunas, arrisquei ir sem as cadeiras.

— Seus levadinhos! – Falei de forma doce, alisando a barriga.

De repente, um último preparo. A presilha que eu tanto guardava e a nova pulseira que Arson havia também me presenteado.

“Toc toc”- Ouvi algumas batidas na porta e ela foi aberta em seguida, revelando Ethan, completamente elegante.

— Uau! Em que orquestra irá me levar hoje? – Perguntei, sorrindo para ele.

Ethan se aproximou e fez uma pose cavalheiresca.

— Senhora Schimidth, se me conceda essa honra, lhe guiarei até o seu respectivo baile! – Disse ele, me fazendo rir.

— Obrigada, Senhor! – Falei, indo vagarosamente até ele, mas ao invés de ser guiada até a cadeira, Ethan me pegou no colo.

— Eu já sei, sem cadeiras e muletas! Serei suas pernas até que chegamos lá! - Disse ele de forma educada e então, o olhei e sorri.

— Em uma próxima vida, eu realmente quero te retribuir! – Falei o vendo parar e me olhar profundamente nos olhos.

— Me retribua nessa! – Disse ele, me deixando confusa e então, ele sorriu, tocando meu rosto com a mão direita.

Era caloroso e meigo, deixava meu coração quente.

Ele sorriu novamente e continuou.

— Seja feliz nessa vida!

...

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