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A Virgem de Luxo romance Capítulo 164

Eu nunca havia conhecido uma pessoa tão sincera com o olhar, como Ethan.

Ele era doce, sabia convencer as pessoas a enxergar o lado bom em tudo. Se tem alguém eu mais admirava a trajetória da vida, esse ela Ethan.

Ele dirigia, enquanto conversávamos sobre assuntos aleatórios; Ethan me disse que, no dia que encontrasse a pessoa certa, ele iria inventar um doce, só para deixar essa data eternamente registrada.

E eu, logo o imaginei se ajoelhando e pedindo essa sortuda em casamento, com a aliança cravada na cobertura. – Sorri.

— O que foi? – Perguntou ele, me olhando curioso e então, me virei para o olhar e segurei a mão dele.

— Posso te pedir uma coisa? – Perguntei o vendo sorrir.

— Depende. Se for para fugir com você daqui, não dá mais tempo, Arson é meu “Brow”. – Disse ele com humor, me fazendo rir. — O que quer?

— Quando estivermos bem velhinhos, antes de morrermos, vamos fugir juntos e assistir a última orquestra juntos! – Falei o vendo me olhar com surpresa.

— O quê? – Perguntou Ethan, sorrindo e então, eu repeti.

— Independente de onde estivermos, ou com quem estivermos, voltaremos aqui juntos e assistiremos àquele espetáculo a luzes de milhares de velas, agradecendo por termos conseguido envelhecer em paz. Lá foi onde decidimos viver de novo, tem que ser onde deixaremos nosso último sopro!

— Se eu não fosse seu irmão de coração, te beijaria agora, Lavine! – Disse ele, me fazendo rir e então, nos abraçamos. — Mas eu posso te abraçar. Obrigado por não ter desistido.

Nos separamos e então, Ethan sorriu.

— Agora vamos, tem uma festa lá dentro acontecendo e esperando por você. – Disse ele, saindo do carro e dando a volta até mim, para abrir a porta. — Vamos?

Entramos pela porta do lugar e assim que o sininho da porta soou, as luzes se acenderam e todos pularam animados, soltando confetes para cima.

—“SURPRESA”! – Disseram em uníssono, me surpreendendo.

Não pela festa, porque eu já sabia que aconteceria. Mas não contive as lágrimas ao ver Melanie, Belina, Trace, Kalleb e Yury?

O que esse cara estava fazendo aqui?

Antes que eu perguntasse sobre, Melanie leu meu olhar e veio até mim para me abraçar.

— Não preciso te apresentar meu noivo, certo? – Perguntou, me fazendo rir.

Começamos a conversar animados; as crianças estavam dançando e brincando por todo o lugar e eu mal conseguia me conter de emoção.

— Gostou? – Perguntou minha mãe, me abraçando.

— Sim, obrigada. Onde ele está? – Perguntei fraca, tentando esconder minha surpresa.

— Ele? Querida, eu já te disse, ele está muito ocupado. Tenha paciência! – Disse ela, me vendo assentir, porém com tristeza.

Agora, ter paciência estava sendo mais fácil que antes. Quem sabe eu ainda poderia ter um telefonema, além deum caro presente? – Pensei, enquanto alisava as pequenas pedras cintilantes no meu pulso.

Voltei a acompanhar todos, que comiam e conversavam animados; cantaram os parabéns com tanto entusiasmo, que até o casalzinho no meu ventre, se animaram.

— Discurso! – Gritou Belina, batendo na mesa, me fazendo sorrir.

Todos se agitaram e concordaram com ela e então, Ethan veio até mim me ajudar a levantar da cadeira; era comum, mas ainda era doloroso me levantar de forma espontânea, depois de sentar por dores nas pernas.

Eu não via a hora de tudo isso passar!

Sorri e me levantei, tentando ser mais animada possível. E então, todos se calaram para me ouvir.

— Obrigada por esta noite! – Falei, mantendo o sorriso, mas com todas as palavras que eu tinha a dizer, não sei se sairiam tão fáceis assim.

Então, eu respirei fundo e passei os olhos em cada um, mantendo o riso sincero.

— Se me perguntassem a quase três anos atrás, o que eu esperaria dessa vida, com toda certeza que eu não responderia sobre isso. Não estava nos meus planos ter uma família assim, nem amigos e nem filhos.

— Não mesmo! – Respondeu Mel com humor.

— Eu quem o diga! – Esse foi Yuri, que me ouvia na faculdade, gritar aos quatro cantos que não seria mãe depois de me formar.

Eu então, sorri com humor.

— É, eles sabem disso! – Falei com humor, ouvindo todos sorrirem.

E então, continuei.

— Eu sou grata a cada um. Não fiz colegas e nem amigos, fiz uma família. Cada um, teve um papel importante nisso. Muito obrigada! – Falei os vendo sorrir e baterem palmas animados.

O melhor aniversário 1

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