Eu nunca havia conhecido uma pessoa tão sincera com o olhar, como Ethan.
Ele era doce, sabia convencer as pessoas a enxergar o lado bom em tudo. Se tem alguém eu mais admirava a trajetória da vida, esse ela Ethan.
Ele dirigia, enquanto conversávamos sobre assuntos aleatórios; Ethan me disse que, no dia que encontrasse a pessoa certa, ele iria inventar um doce, só para deixar essa data eternamente registrada.
E eu, logo o imaginei se ajoelhando e pedindo essa sortuda em casamento, com a aliança cravada na cobertura. – Sorri.
— O que foi? – Perguntou ele, me olhando curioso e então, me virei para o olhar e segurei a mão dele.
— Posso te pedir uma coisa? – Perguntei o vendo sorrir.
— Depende. Se for para fugir com você daqui, não dá mais tempo, Arson é meu “Brow”. – Disse ele com humor, me fazendo rir. — O que quer?
— Quando estivermos bem velhinhos, antes de morrermos, vamos fugir juntos e assistir a última orquestra juntos! – Falei o vendo me olhar com surpresa.
— O quê? – Perguntou Ethan, sorrindo e então, eu repeti.
— Independente de onde estivermos, ou com quem estivermos, voltaremos aqui juntos e assistiremos àquele espetáculo a luzes de milhares de velas, agradecendo por termos conseguido envelhecer em paz. Lá foi onde decidimos viver de novo, tem que ser onde deixaremos nosso último sopro!
— Se eu não fosse seu irmão de coração, te beijaria agora, Lavine! – Disse ele, me fazendo rir e então, nos abraçamos. — Mas eu posso te abraçar. Obrigado por não ter desistido.
Nos separamos e então, Ethan sorriu.
— Agora vamos, tem uma festa lá dentro acontecendo e esperando por você. – Disse ele, saindo do carro e dando a volta até mim, para abrir a porta. — Vamos?
Entramos pela porta do lugar e assim que o sininho da porta soou, as luzes se acenderam e todos pularam animados, soltando confetes para cima.
—“SURPRESA”! – Disseram em uníssono, me surpreendendo.
Não pela festa, porque eu já sabia que aconteceria. Mas não contive as lágrimas ao ver Melanie, Belina, Trace, Kalleb e Yury?
O que esse cara estava fazendo aqui?
Antes que eu perguntasse sobre, Melanie leu meu olhar e veio até mim para me abraçar.
— Não preciso te apresentar meu noivo, certo? – Perguntou, me fazendo rir.
Começamos a conversar animados; as crianças estavam dançando e brincando por todo o lugar e eu mal conseguia me conter de emoção.
— Gostou? – Perguntou minha mãe, me abraçando.
— Sim, obrigada. Onde ele está? – Perguntei fraca, tentando esconder minha surpresa.
— Ele? Querida, eu já te disse, ele está muito ocupado. Tenha paciência! – Disse ela, me vendo assentir, porém com tristeza.
Agora, ter paciência estava sendo mais fácil que antes. Quem sabe eu ainda poderia ter um telefonema, além deum caro presente? – Pensei, enquanto alisava as pequenas pedras cintilantes no meu pulso.
Voltei a acompanhar todos, que comiam e conversavam animados; cantaram os parabéns com tanto entusiasmo, que até o casalzinho no meu ventre, se animaram.
— Discurso! – Gritou Belina, batendo na mesa, me fazendo sorrir.
Todos se agitaram e concordaram com ela e então, Ethan veio até mim me ajudar a levantar da cadeira; era comum, mas ainda era doloroso me levantar de forma espontânea, depois de sentar por dores nas pernas.
Eu não via a hora de tudo isso passar!
Sorri e me levantei, tentando ser mais animada possível. E então, todos se calaram para me ouvir.
— Obrigada por esta noite! – Falei, mantendo o sorriso, mas com todas as palavras que eu tinha a dizer, não sei se sairiam tão fáceis assim.
Então, eu respirei fundo e passei os olhos em cada um, mantendo o riso sincero.
— Se me perguntassem a quase três anos atrás, o que eu esperaria dessa vida, com toda certeza que eu não responderia sobre isso. Não estava nos meus planos ter uma família assim, nem amigos e nem filhos.
— Não mesmo! – Respondeu Mel com humor.
— Eu quem o diga! – Esse foi Yuri, que me ouvia na faculdade, gritar aos quatro cantos que não seria mãe depois de me formar.
Eu então, sorri com humor.
— É, eles sabem disso! – Falei com humor, ouvindo todos sorrirem.
E então, continuei.
— Eu sou grata a cada um. Não fiz colegas e nem amigos, fiz uma família. Cada um, teve um papel importante nisso. Muito obrigada! – Falei os vendo sorrir e baterem palmas animados.
— Quem...? – Perguntei assustada, dando um passo para trás.
Eu estava tão assustada, que mal conseguia respirar e então, uma vela brilhante como um pequeno foguete, iluminou o quarto, me pegando de surpresa.
— “Parabéns pra você, nessa data querida....” – Ele sorriu e eu chorei.
Fui até ele e o abracei, chorando como uma criança; coitado, ele devia ter ficado preocupado naquele instante.
Senti meu corpo ser fortemente abraçado e então, ele me pegou no colo, me colocando na cama.
— Me lembre de não fazer surpresas para você, minha Angel! – Disse Arson, tentando segar o rio de lágrimas que eu entornava.
— Eu não sei o que dizer. Achei que nunca mais o viria. Quanto tempo mais teria que ter paciência, hum? Achei que já estivesse arrumado outra e quisesse me deixar de lado. Pensei até que tivesse mudado de nome e sumido para eu nunca mais te encontrar. – Falei tanta coisa ao mesmo tempo, que nem me lembrava da ordem, mas ao fim de tudo, o ouvi sorrir divertido.
— Qual é a graça? –Perguntei, formando um leve bico nos lábios e o vendo se levantar.
Arson apertou um botão e uma linha de lâmpadas de led se acendeu em volta da cama, iluminando o quarto.
Ele estava lindo, vestia um terno preto elegante, os cabelos levemente bagunçados e aqueles olhos selvagens que eu mais amava nele. Depois das costas e.... bom!
Ele sorriu e tirou algo de dentro do bolso do terno, se abaixando na minha frente.
— Eu disse que te encontraria. Eu disse que voltaria para você e eu disse que teríamos uma vida tranquila, como planejávamos. Eu realmente queria fugir, me casar e mudar o nome, mas não o meu e sim o seu. Eu faria tudo isso, quantas vezes fossem preciso, desde que você estivesse comigo, Angel!
— Amor... – Chamei baixo o vendo sorrir.
E que sorriso lindo o meu homem tem!
— Minha Angel, eu estou pronto para você! Case-se comigo?
Disse ele, abrindo a caixinha e dentro dela, havia um enorme anel de diamante e junto, uma chave. Peguei a chave o ouvindo sorrir e então, o encarei confuso.
— O que é isso? – Perguntei, o vendo se levantar. Arson se desfez do terno e abriu a camisa, deitando-se ao meu lado.
— Essa é a chave do nosso futuro, amor. Eu demorei, mas vim pronto para te fazer feliz!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem de Luxo
Qdo vão liberar os capítulos ???lento demais...