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A Virgem de Luxo romance Capítulo 28

Depois de algum tempo discutindo sobre os detalhes do novo desfile de outono, confesso que foi um alívio ouvir Akman sorrir. Quase estraguei tudo e para piorar, nem tive a coragem de contar na frente de todos, com medo de prejudicar a empresa.

Emily trabalha aqui a anos e seria a palavra dela, contra a minha.

Deixei todos na mesa e me levantei, saindo da sala. Voltei minutos depois, com algumas xícaras de café e alguns sequilhos, para poderem ter uma conversa mais agradável.

— Obrigada senhorita! - Disse Akman, sorrindo ao me encarar. — Você tem uma beleza muito bonita, já pensou em ser modelo?

Assim que ele disse aquilo, sorri simplista e neguei com a cabeça, encarando Arson em seguida. Era como se eu me sentisse suja, lembrando de todos os tipos de homens que frequentavam a "Lux".

Eu tinha um passado, que para os outros que não me conheciam, poderia ser considerado "sujo" e só de imaginar aquele tipo de situação, eu já sentia repulsa.

— Ela é muito bonita! - Disse o amigo de Akman, cochichando, mas sem desviar os olhos de mim. Comecei a me sentir desconfortável com os olhares, já que os percebi sendo maliciosos.

Arson também parecia ter notado; ele enroscou o dedo no "passa- cinto" da minha saia, me mantendo bem próxima a ele, encarando-os em seguida.

— O que está fazendo? - Perguntei, silabando de forma inaudível, vendo-o sorrir para mim. Todos começaram a cochichar e então, os turcos soltaram uma risada animada.

— O senhor também tem bons olhos, senhor Schimidth, ela deveria ser novamente a modelo da coleção de outono, tenho certeza de que trará muito sucesso a vocês! - Disse Akman com humor.

— Se eu tivesse uma esposa como ela, as primeiras amostras seriam todas dela! - Disse Tuncer, o sócio de Akman.

Arson parecia tentar manter a paciência, ao ouvir todos aqueles elogios, mas dava para sentir que, ele estava a ponto de perder a elegância.

— Senhores, se continuarem a oferecer, talvez ela aceite! - Disse Emily, fazendo-os sorrir animados. Eu me senti ainda mais humilhada e até Belina percebeu, quando fez menção de se levantar e a responder, mas eu estendi a mão para ela, a impedindo.

— Seria um prazer para mim, mas não gosto de tirar o trabalho de outras pessoas. Já temos a modelo escolhida e ela merece tanto prestígio, quanto as demais. - Falei apontando a mão para Selena, com a palma virada para cima, a exibindo um sorriso.

A garota ficou lisonjeada, quando a mencionei e então, ela sorriu de forma agradecida.

— Obrigada, Senhora Schimidth! - Disse ela, de forma doce.

— Senhora Schimidt? - Perguntaram os turcos em uníssono, mostrando uma expressão de surpresa. Eles, então, entenderam o porquê da intimidade de Arson e se surpreenderam, ao vê-lo abraçar minha cintura.

— Eu ia avisá-los, mas ela falou de uma forma mais educada. Se ela quiser, pode ter a joia que quiser, até mesmo uma exclusiva, mas a minha esposa não é uma apreciadora de objetos valiosos. - Disse Arson, levando os olhos de forma meiga até os meus, me exibindo novamente um sorriso.

— Nos desculpem, senhor Schimidth, não queríamos passar do limite! - Disse Akman, se curvando para se desculpar.

— Está tudo bem, senhor Akman, nós americanos, temos um grande senso de humor! - Respondeu Arson, sorrindo forçado. — Nos vemos um dia antes da grande data, certo?

— Claro! - Respondeu o turco, segurando a mão de Arson e o cumprimentando, dessa vez sem muito ânimo.

Arson foi o primeiro a se retirar da sala, sendo seguido pelos demais. Somente eu e Belina, havíamos permanecido.

— Minha nossa, que clima! - Disse minha amiga, respirando fundo, com a mão no peito. Em seguida, ela se levantou e apontou o dedo para mim, me intimidando. — É por isso que se fazem festas de casamento! Você deveria ter aceitado o noivado.

Ela me jogou um beijo animado e quando as portas fecharam, sorri por achá-la fofa. Ela sempre cuidou de mim, como o primo dela também está fazendo, eu definitivamente, não sabia como agradecer por eles mudarem a minha vida.

Caminhei até a sala e ao abrir a porta, tive uma surpresa. Naquele momento, tudo o que eu pensava de bem a respeito de Arson, se esvaiu de minha mente e peito, tornando uma grande decepção.

Arson estava encostado na mesa, tendo Emily em pé entre suas pernas, o beijando. Naquele momento, eu não consegui me mover e nem falar, mas pude sentir uma lágrima escorrer pelo meu rosto, de forma que eu não controlasse.

Aquela cena, me deixou abalada, eu realmente tinha sentimentos por ele e não imaginaria que Arson fosse aquele tipo de pessoa.

— O que foi? Por que está parada a...? - Perguntou Belina, se aproximando, fazendo com que os dois se fastassem, assustados.

— Que droga, Arson! - Disse Belina, segurando meu pulso e me puxando com ela. Escutamos Arson me chamar, vindo em minha direção, tentando nos impedir, mas Belina foi ágil e o empurrou, antes de entrarmos no elevador. — Fique longe dela!

— Lavine espera! - Gritou ele, antes que a porta se fechasse, esmurrando-a em seguida.

Assim que o elevador começou a descer, me abaixei abraçando minhas pernas, chorando de forma sentida. Eu definitivamente não esperava.

— Você fica comigo por esses dias, até tudo se resolver! - Disse ela, se abaixando para me abraçar.

— Eu não posso, vou com a minha mãe ver um apartamento hoje e me mudarei para lá com ela. Ainda preciso do emprego! - Respondi a vendo me encarar com as sobrancelhas vincadas.

— O quê? Você vai ter coragem de vir? Então não se preocupe, a partir de hoje, eu te ajudarei a se vingar dele!

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