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A Virgem de Luxo romance Capítulo 7

Mansão Campsis, casa principal de Arson Schimidth...

Chegamos em uma vila um pouco distante do centro da cidade e completamente luxuosa. Não havia muitas casas por lá, mas a que existiam com certeza era como se fosse um bairro dentro de cada uma.

Nos aproximamos em uma que, de longe recebia toda admiração; bem na entrada, havia um enorme "chafariz" com um anjo nu rodeado por águas e luzes.

Passamos pelos enormes portões de cor cobre rústico e quando olhei em volta, fiquei completamente encantada com o lugar. Havia gramados rasteiros e verdes por toda lateral, a casa era como uma mansão de filmes; de se encantar os olhos.

—Que lindo! - Falei com a atenção presa a cada espaço do lugar.

—Gostou? - Perguntou Arson sentado ao meu lado. —Ainda não terminei com a reforma.

—Reforma? - Perguntei confusa, me virando para o olhar e foi aí que notei Arson muito próximo. Ele apontou para um lugar ao fundo e foi passando o dedo no vidro, quase encostando em mim.

—Ainda preciso terminar os celeiros antes de trazer meus "alazões". Lá no fundo tem um campo de golfe e também uma vinícola.

—Nossa, eu levaria uma semana para conhecer tudo! -Respondi sorrindo, mas então me lembrei de que eu estava conversando com meu "patrão". Não sei o porquê de ter me sentido tão a vontade como me senti com o senhor "X" na última conversa.

Mas ao contrário do que pensei, ele sorriu nasalado, voltando para o seu lugar em seguida. Quando me virei para o olhar, o sorriso já não existia mais.

—Você poderá levar o tempo que quiser. - Disse ele de forma simples, sem nem mesmo se virar para me olhar.

—Senhor, chegamos! -Disse o motorista nos interrompendo, parando em frente a alguns degraus antes de dar acesso à porta.

Assim que abri a porta para descer, me deparei com uma mulher vestida com roupas sociais escuras e bem na minha frente me olhando.

Ela estava prestes a abrir a porta, quando eu a abri primeiro.

—Me desculpe. - Pedi vendo-a finalmente abrir um sorriso.

—Olá querida, seja bem vinda! - Disse ela com muita simpatia, tentando me deixar a vontade.

—Lavine essa é Jude, ela é a governanta da casa e é como uma pessoa da família para mim. A partir de hoje, tudo o que precisar recorra à ela. - Falou Arson, apresentando-a.

—Muito prazer, Jude, sou Lavine e estarei também aos seus comandos a partir de agora. - Respondi simplista, vendo-a sorrir.

—Imagine, senhora, serei eu quem a servirei. Vamos, o jantar logo será servido. - Disse ela apontando para dentro da casa, dando espaço para que eu e Arson passássemos.

Eu esperei para que ele desse alguns passos e quando estava prestes a segui-lo, Arson se virou para mim e me estendeu a mão.

O olhei confusa, vincando as sobrancelhas e então ele veio até mim, segurando minhas mãos e me puxando com ele.

—Senhor...- Chamei sendo interrompida em seguida.

—Por dentro dessas portas será Arson para você. Venha, não se perderá comigo ao seu lado. - Quando ele disse aquilo, de alguma forma ele me pareceu a pessoa mais confiante do mundo.

Eu sabia que não deveria ter aceitado com tanta facilidade viver com uma pessoa estranha, mesmo que fosse a trabalho, mas de alguma forma ele me parecia não ser uma pessoa de um todo ruim.

—Tudo bem! -Respondi baixo, o acompanhando.

Assim que passamos pela porta, eu fiquei completamente encantada com o lugar; parecia um daqueles palácios dos filmes da "Disney"; era alto, havia escadas para o andar a cima e um enorme lustre de cristal no centro de todo o lugar.

Quando parei de olhar o teto e desci os olhos à minha frente, haviam ao menos umas oito mulheres uniformizadas com um vestido preto e avental branco amarrado na cintura.

—Olá senhor Schimidth! -Disseram em uníssono como um coro.

—Meninas, a cumprimentem! -Ordenou Jude, com uma voz autoritária e em seguida, todas me olharam e se curvaram me cumprimentando.

Arson me olhava de forma atraente e ele estava tão perto que, a respiração quente dele tocou meu rosto. Levei um susto quando ele espalmou as duas mãos na parede em volta do meu corpo e se abaixou, mantendo-se bem próximo.

—Não Lavine, aquelas oito mulheres estão aqui só para te servir. Você não precisa se preocupar com os outros. - Falou me olhando diretamente, por quê senti que conhecia aqueles olhos.

Respirei fundo e levei minha mão direita até o rosto de Arson para o tocar, imaginando outra pessoa. Por um esquivo de tempo parecia que eu estava bem perto do homem que a poucos dias eu neguei um beijo.

—O que pensa que está fazendo? - Perguntou ele, maneando o tronco para trás antes de se afastar. —Não me toque.

—Me desculpa! -Pedi piscando os olhos algumas vezes, percebendo o que estava fazendo.

Arson se afastou de mim e por fim tirou os braços me desprendendo, voltando a andar em seguida.

Meus pulmões voltaram a se encher e quando recuperei meus sentidos por completa me apressei até ele. Viramos o corredor e então, chegamos aos quartos.

Tinham quatro e pareciam enormes. Em seguida, Arson abriu a porta de um que ficava bem no fundo, me revelando um lugar de decoração delicada.

—Esse será o seu quarto daqui para frente. Aquele em frente é o meu! -Disse ele com um tom suave dessa vez, entrando no local.

—Que lindo, mas não precisava. Eu posso dormir junto com as outras! -Falei apontando para fora, o vendo me olhar de forma fria, reprovando. —Tudo bem Arson, eu já entendi.

Entrei no lugar em seguida, reparando em toda decoração; a cama ficava em baixo de uma armação de bambus com lenços brancos e flores. O banheiro e o closet tinham as portas de vidro turvos e de frente à cama, havia uma penteadeira rústica de cor branca, com um espelho grande e oval.

—No closet já tem algumas peças novas de roupas e também sapatos. No banheiro tem tudo o que precisa e caso lhe falte algo é só me avisar diretamente. - Falou me dando de costas e quando Arson caminhou até a porta, eu o gritei impedindo.

—Arson, o que faço agora? - Perguntei confusa, tendo a atenção dele para mim.

—Se lave, vamos descer para jantar.

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