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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 149

"Não tivesse desistido dele?"

Não.

Ela havia desistido de Cristiano havia muito tempo.

Desde meio ano antes, quando ele passara noites seguidas fora de casa por causa de Lílian.

Depois do que Yari dissera, Isabela simplesmente perdeu qualquer vontade de se importar.

— Faça como quiser.

Assim que terminou a frase, desligou o telefone.

No instante seguinte, Wallace entrou, trazendo a nutricionista Floriana.

Floriana estava em completo estado de miséria.

Era evidente que, antes de chegar ali, já havia passado por uma "boa conversa" com Wallace.

Sem nenhuma delicadeza, ele a jogou no chão diante de Isabela.

— Srta. Isabela, por favor… Me perdoa… Eu imploro… — Floriana chorava, balançando a cabeça sem parar.

Isabela pegou calmamente a xícara de chá à sua frente e deu um pequeno gole.

O chá era preparado com ervas e ingredientes para fortalecer o corpo.

Ela bebia devagar, em silêncio.

A expressão dela continuava serena, um rosto delicado, quase inocente, com uma gentileza que parecia natural.

À primeira vista, alguém fácil de convencer. Fácil de intimidar.

Talvez fosse justamente por isso que, durante tantos anos na família Pereira, todos achavam que podiam pisar nela.

Ao perceber que Isabela não dizia nada, Floriana entrou em pânico de vez:

— Sra. Pereira, eu…

— Troque a forma de se dirigir a mim. — Disse Isabela, por fim, em tom calmo. — Eu não gosto disso.

Sra. Pereira.

Aquele nome a prendia a uma família da qual ela já queria se desligar. Já suportara aquilo tempo demais.

Não queria mais ouvir aquele sobrenome da boca de ninguém.

Floriana ficou atônita por um segundo, engoliu em seco e mudou o tom:

— Sra. Isabela… Eu… Eu realmente não posso falar. Por favor, me deixe ir.

Isabela pousou a xícara com cuidado.

— Pelo visto… Ainda não doeu o bastante.

Ao dizer isso, ergueu levemente a sobrancelha e lançou um olhar para Wallace.

Ele entendeu de imediato.

Assentiu uma única vez e começou a caminhar, sem pressa, na direção de Floriana.

Ao vê-lo se aproximar, Floriana entrou em desespero:

— Não… Por favor, não!

Os dois dedos quebrados na Villa Monte Alto ainda pulsavam de dor.

Por instinto, ela levou a mão ao pulso ferido, o corpo inteiro tremendo.

Mesmo assim, continuava se recusando a falar.

Isabela, ao contrário, sorriu levemente.

— Wallace.

— Sim, senhora.

— Vá investigar a família dela. Se ela continuar sendo tão teimosa assim… Então eu...

Isabela fez uma breve pausa no meio da frase.

Ergueu os olhos para Floriana.

Bianca?

Um sorriso frio surgiu em seus lábios.

Então era isso.

Ela fora a primeira a tentar matá-la porque Cristiano queria reaver tudo o que Bianca havia roubado?

Isabela acionou o gravador do celular.

— Repete. — Disse, calmamente.

Ao perceber que estava sendo gravada, Floriana começou a tremer da cabeça aos pés.

Quando hesitou, o olhar de Isabela se tornou gélido.

Aquilo foi suficiente.

— Foi… Foi a senhora Bianca quem mandou eu te envenenar. — Disparou de uma vez. — Você bagunçou a família Pereira inteira nesses dias… Ela ficou furiosa.

— Ela disse que já estava velha demais pra se importar com a lei. Que não tinha medo de assumir responsabilidade nenhuma… — A voz de Floriana falhava. — Só queria se livrar de você. Disse que você era um desastre.

Isabela pausou a gravação.

Em seguida, falou com Wallace em tom indiferente:

— Pode soltar ela.

Ao ouvir isso, Floriana soltou o ar que vinha prendendo havia muito tempo.

Mas, no instante seguinte, Isabela voltou a encará-la.

— Liga pra Bianca.

Floriana voltou a ficar tensa.

Isabela curvou levemente os lábios.

O sorriso agora era ainda mais profundo.

— Diz pra ela que… — Fez uma breve pausa, saboreando o momento. — Todo o veneno foi parar no prato do neto dela.

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