No hospital.
Cristiano finalmente saiu da sala de emergência.
Foi por pouco. O médico deixou claro que, se ele tivesse chegado apenas alguns minutos mais tarde, a situação teria sido extremamente perigosa.
Bruna chorava sem conseguir recuperar o fôlego.
Marcos já tinha partido.
E Cristiano quase tinha ido junto.
Enquanto ele ainda era reanimado, Bruna pensou, em completo desespero, que, se perdesse aquele filho também, não teria mais motivos para continuar vivendo.
— Aquela víbora… Aquela mulher venenosa…
Assim que se lembrou do que acabara de ouvir, que a comida fora servida por Isabela com as próprias mãos, o ódio de Bruna explodiu.
Essa maldita Isabela.
Que tipo de ódio monstruoso ela nutria pela família Pereira?
Mesmo que odiasse todos eles, Cristiano sempre a protegera.
Sempre.
Nesse momento, Lílian falou, aparentando preocupação:
— Mãe… Quando o Cris acordar, ele com certeza vai nos culpar. Será que… Não seria melhor liberar a Belinha?
Elas ainda não sabiam que Isabela sequer tinha sido levada.
Que fora interceptada e retirada no caminho.
Lílian continuava ali, atuando.
Ela sabia muito bem o quanto Cristiano prezava por Isabela.
Se ele acordasse e descobrisse que haviam chamado a polícia para prendê-la, certamente perderia o controle.
E tudo o que Lílian precisava fazer agora era simples: manter-se o mais distante possível dessa confusão.
Mas Bruna já estava tomada pela fúria.
Como poderia aceitar ouvir algo sobre liberar Isabela?
— Liberar? Nem pensar! — Ela explodiu, a raiva transbordando. — Dessa vez, eu não vou deixar aquela mulher escapar de jeito nenhum!
— Se o Cristiano quiser simplesmente perdoá-la… — Bruna rangeu os dentes. — Só passando por cima do meu cadáver.
Dessa vez, não importava o que fosse dito.
Bruna estava decidida.
Isabela teria que pagar o preço.
Taís também se manifestou, ao lado, a voz carregada de irritação:
— Cunhada, para de tentar passar pano pra ela. Mesmo que alguém tenha que assumir a culpa, meu irmão não vai jogar isso nas suas costas.
Ela foi direta:
— Quem chamou a polícia foi a mãe. Quem levou os policiais atrás dela fui eu.
Taís também estava no limite.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar