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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 643

Antônio não queria mais discutir.

Jurou a si mesmo que, dali em diante, sempre que Cristiano ligasse chamando para beber, recusaria sem pensar duas vezes.

Não havia amizade que aguentasse uma bebedeira daquelas.

Agora Cristiano estava ali, afogado em arrependimento por causa de Isabela, bebendo até perder completamente a consciência, enquanto quem o acompanhava acabava pagando o preço.

Não havia outro jeito.

Renato e Antônio só puderam cerrar os dentes e levar Cristiano de volta.

Quando o tiraram do carro, Cristiano ainda murmurava sem parar:

— Belinha... Belinha...

Renato e Antônio ficaram em silêncio.

Ainda estava chamando por ela?

Justo a mesma Belinha que, minutos antes, tinha mandado largá-lo na beira da estrada.

Os seguranças que vigiavam a entrada viram Antônio e Renato sustentando Cristiano, um de cada lado, e mandaram uma mensagem para Wallace.

Um dos seguranças não conseguiu segurar um comentário.

— Só bebendo mesmo para afogar a raiva que ele deve estar sentindo da nossa senhorita...

Na mansão da família Pereira.

Karine olhou para Isabela e sorriu.

— Se o Sérgio soubesse que você tratou o Cristiano assim hoje, com certeza ficaria feliz.

— Não vá contar tudo sobre mim para o Sérgio. — Disse Isabela.

— Eu não conto. Ele só me pediu para vir fazer companhia para você todas as noites.

Isabela ficou sem palavras.

Todas as noites. Fazer companhia.

Ela tinha certeza de que aquilo não era para protegê-la de Cristiano?

Mas havia necessidade disso?

Do jeito que ela e Cristiano estavam agora, ninguém precisava se prevenir contra nada.

Karine perguntou, sem entender:

— Por que o Cristiano bebeu tanto assim?

— Porque descobriu por que estou tratando a família Pereira desse jeito. — Respondeu Isabela.

— Descobriu?

Isabela assentiu.

— Descobriu. Então, entre mim e ele, se tudo andar rápido, acaba amanhã.

— E se demorar?

Isabela ficou em silêncio.

— Mesmo sendo só uma passagem, são mais de dez horas de voo. Não vai ser tão fácil assim a gente se ver.

Ao ouvir isso, Isabela ficou em silêncio.

— E a Bruna? O que você pretende fazer com ela? — Perguntou Karine.

— Ela vai pagar por tudo o que deve. Nem um pouco a menos.

Não era porque Bruna tinha sofrido um pouco na família Pereira nos últimos tempos que todas as maldades que fizera poderiam ser apagadas de uma vez.

Karine não disse mais nada.

Quanto a como resolver aquilo, Isabela tinha seus próprios critérios.

Se nem com Cristiano ela tivera misericórdia nesse período, muito menos teria com Bruna.

Antes de voltar para o país Y, acertaria cada conta, uma por uma.

Com um zumbido, o celular de Karine vibrou. Era uma mensagem de Antônio.

[Você está com a Belinha? Fala bem da gente para ela, vai. A gente não foi beber com o Cris para ajudar ele, não!]

Antônio e Renato deviam estar exaustos de tanto esforço.

Karine caiu na risada.

— Está rindo do quê? — Perguntou Isabela.

— Olha só. Acho que eles nunca mais vão ter coragem de beber com o Cristiano.

Enquanto falava, Karine mostrou a tela do celular para Isabela.

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