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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 566

Quando o assunto chegou a James, Cristiano voltou os olhos para Lílian. O olhar dele ficou mais escuro, mais fundo.

Só de encará-lo, Lílian sentiu a respiração travar.

Cristiano não disse nada.

Mas nem precisava.

Aquele olhar já bastava para ela entender no que ele estava pensando.

Ele estava levando a sério o que Isabela acabara de dizer.

Aquela desgraçada.

Dessa vez, Isabela a havia colocado contra a parede de um jeito quase impossível de escapar.

Lílian abriu a boca, sufocada.

— Cris...

— Vamos fazer um teste de DNA. Em sigilo.

Ao ouvir aquelas palavras, ainda mais vindo dele, os olhos de Lílian ficaram vermelhos na hora.

— Então... Agora você também acha que esse bebê pode não ser do seu irmão?

Cristiano permaneceu em silêncio.

Acha?

Na verdade, desde o momento em que vira Lílian entrar no carro de Marcelo com os próprios olhos, uma série de dúvidas já havia começado a tomar forma dentro dele.

Não apenas sobre a relação dela com Marcelo.

Mas sobre algo muito mais grave.

Aquelas crianças eram mesmo de Marcos?

Por fora, todos pensavam que Cristiano tinha voltado a ficar ao lado de Lílian. Até Isabela acreditava nisso.

Mas, na verdade, ele já não confiava mais nela como antes.

Durante anos, as famílias Coelho e Pereira tinham sido inimigas declaradas. Por lógica, Lílian, como nora da família Pereira, jamais deveria ter qualquer ligação com um sujeito como Marcelo.

Mas ela havia entrado no carro dele.

E, diante do restaurante, ainda demorara a sair.

Por que não saiu logo?

Porque estava com medo.

Porque tinha culpa.

Só quem escondia alguma coisa agia daquele jeito.

Apenas ficou olhando para ela em silêncio.

Aquele olhar fez o coração de Lílian apertar de medo, mas ela ainda se esforçou para manter a expressão no lugar.

Depois de um longo tempo, Cristiano enfim perguntou:

— Então você está mesmo decidida a não fazer?

Decidida.

Não fazer.

Ele marcou bem cada palavra.

E o que significava estar tão decidida a não fazer?

Só podia significar uma coisa: havia algo errado.

O tom dele apertou o peito de Lílian até quase lhe faltar ar.

— Não é que eu não queira. É que eu não posso.

— Não pode?

— Eu não quero que o único filho que me restou passe a vida inteira carregando essa mancha!

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