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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 628

Ao ouvir a provocação de Isabela, Cristiano olhou para fora por instinto.

A cena diante dele era um caos.

Mesmo assim, seu rosto não mudou.

O olhar continuava frio como gelo.

Isabela ficou um pouco surpresa.

Então, zombou:

— Antes, bastava Lílian perder um fio de cabelo para você sair correndo do Condomínio Vila Real até a mansão da família Pereira. E agora? Ficou cruel assim de uma hora para outra?

— Está perguntando uma coisa que já sabe? — Respondeu Cristiano.

O sorriso de Isabela se alargou.

Aquela resposta, "uma coisa que já sabe", soou para ela ainda mais engraçada do que a frieza no olhar dele.

Ela pousou a xícara de chá sobre a mesa.

— E como foi que você deixou de acreditar nela tão de repente?

Quando o assunto era a confiança de Cristiano em Lílian, aquilo era realmente...

Nojento.

Antes, não importava o que Lílian fizesse.

Cristiano sempre encontrava uma desculpa perfeita para ela. Sempre conseguia absolvê-la de tudo.

Até quando a vira, com os próprios olhos, entrar no carro de Marcelo, ainda fora capaz de se perguntar se Isabela não a teria pressionado.

A confiança dele em Lílian era firme como ferro.

Agora, vê-lo deixar de acreditar nela de uma hora para outra realmente surpreendia Isabela.

Cristiano soltou uma risada baixa, cheia de escárnio.

— Não era exatamente isso que você queria ver?

— Era. Eu sempre quis. Só que antes você nunca me deixou ver vocês chegarem a esse ponto, deixou?

Que Cristiano parasse de acreditar em Lílian era algo que Isabela sempre quisera.

Mas bastava ela querer para ele permitir que visse?

Não.

Cristiano estreitou os olhos e não respondeu.

Tragou o cigarro com força.

Em uma única puxada, queimou até o fim a metade que ainda restava entre os dedos.

Depois de esmagar a bituca no cinzeiro, levantou-se e caminhou para fora, envolto numa frieza pesada.

Ao chegar à porta, porém, pareceu se lembrar de alguma coisa.

Virou-se para olhar para Isabela.

— Por mim... Você realmente não sente mais nada?

No instante em que fez aquela pergunta, Cristiano teve vontade de dar dois tapas em si mesmo.

O que estava perguntando àquela altura?

Depois de saber de tanta coisa, ele entendia melhor do que ninguém a que ponto ele e Isabela haviam chegado.

Mas ele...

O que deveria fazer agora?

Naquele momento, Cristiano achou ridículo, quase risível, o arrependimento que sentira antes por ter se casado com Isabela.

Ele realmente havia se arrependido.

Sob toda aquela pressão, ainda tivera coragem de se arrepender.

Mas que direito tinha?

Mesmo que Isabela destruísse a família Pereira inteira, a família Pereira ainda teria merecido.

Que direito aquelas pessoas tinham de acusá-la?

E ele...

Que direito tinha de se arrepender?

— Cris, isso não é verdade. Isso não pode ser verdade, pode?

Bruna correu até Cristiano, ofegante.

Momentos antes, ainda batia em Lílian. Agora, segurava um documento nas mãos e parava diante dele, trêmula da cabeça aos pés.

A mão que apertava aquelas folhas também tremia sem parar.

Ela não queria acreditar que havia causado a morte da mãe de Isabela.

Mas, ao ver a investigação de Cristiano, seu coração se contraiu com violência.

Diante daquelas provas, certas lembranças que ela havia enterrado começaram a voltar, uma a uma.

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