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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 634

Durante o dia inteiro, Bianca e Luciano se alternaram em ligações para atacar Bruna, chamando-a de pecadora da família Pereira.

Não demorou para que até os parentes mais distantes da família Pereira ficassem sabendo. Logo, começaram a ligar, um depois do outro, para jogar a culpa em Bruna.

Depois de ouvir acusações sem parar, Bruna já não sabia mais como aguentar.

Taís, furiosa, perdeu a paciência e começou a revidar:

— Não passem dos limites! Vocês falam como se sempre tivessem tratado suas noras às mil maravilhas!

Taís estava tão furiosa que nem deu chance para a pessoa do outro lado interromper.

— E outra coisa: quando a minha mãe tratava Isabela daquele jeito, vocês não assistiam a tudo muito satisfeitos? Naquela época, não vi nenhum de vocês aparecer para defender Isabela!

Ela apertou o telefone com força, a voz ainda mais dura.

— Agora que deu problema, querem jogar toda a culpa nas costas da minha mãe?

Depois de um dia inteiro atendendo aquelas ligações, Taís também estava prestes a enlouquecer.

E ela não estava errada.

Antes, aqueles parentes distantes adoravam assistir à desgraça de camarote. Principalmente quando Bruna maltratava Isabela. Aquilo virava assunto para depois do almoço, para depois do jantar, para qualquer roda de conversa.

Na hora de rir, todos riam.

Agora que chegara o momento de arcar com as consequências, ninguém queria assumir nada.

Que lógica era aquela?

— Hmpf. A sua mãe já é a pecadora da família Pereira! E, se vamos falar disso, você também tem culpa, Taís. Uma cunhada que se apropria dos bens da própria cunhada... Nunca vi alguém tão sem-vergonha!

Quem estava do outro lado da linha era uma daquelas parentes distantes da família Pereira.

Taís ficou fora de si.

— Você passou dos limites!

— Diga à sua mãe para pedir desculpas direito a Isabela! Desta vez, todos nós fomos arrastados por culpa dela!

Depois disso, a ligação foi encerrada na cara dela.

Já nem dava mais para contar quantas ligações haviam recebido naquele dia.

Durante o dia inteiro, Bruna ou estava trabalhando, ou estava sendo acusada.

Àquela altura, parecia ter sido esvaziada por completo.

— Mãe, talvez seja melhor a senhora pedir desculpas e tentar amolecer um pouco o coração dela. — Disse Taís.

— Pedir desculpas e ceder vai resolver alguma coisa? Quem morreu pelas minhas mãos foi a mãe dela.

As últimas palavras saíram quase presas na garganta.

Desde que soubera da verdade, Bruna já havia entendido com clareza que o conflito entre ela e Isabela não tinha mais volta.

Aquilo não era uma simples desavença.

— Sua vadia, cale a boca!

O estalo foi seco e alto.

Lílian ficou zonza com o golpe. Quando voltou a encarar Bruna, seus olhos já estavam frios.

— Você ainda se atreve a me bater?

Ela não imaginava que Bruna ainda ousaria levantar a mão contra ela.

Bruna já era a grande culpada pela desgraça da família Pereira. Mesmo assim, ainda se achava no direito de bater nos outros? Lílian nunca tinha visto uma culpada tão arrogante.

— Bati porque quis. Vai fazer o quê? — Retrucou Bruna. — Ainda acha que é a senhorita da família Dias? A família Dias já acabou. Está pior que a família Pereira. Então pare de bancar a importante aqui dentro.

Lílian ficou sem reação.

A frase "a família Dias já acabou" atingiu Lílian como um golpe. Ela empalideceu na hora.

Por fim, tomada pela raiva, lançou um olhar feroz para Bruna, virou-se e saiu correndo.

Taís se aproximou e segurou a mão da mãe.

— Mãe!

— Essa vadia não tem moral nenhuma para me humilhar. Se é tão capaz assim, que faça como Isabela e agarre o Sérgio também!

O simples fato de lembrar do que Isabela havia conseguido já fazia a frustração subir pela garganta de Bruna outra vez.

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