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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 661

Foi exatamente naquele momento que a confusão começou do lado de fora.

Isabela e Karine olharam na mesma direção e viram algumas pessoas empurrando Bruna até derrubá-la no chão. Ao lado dela, uma mulher elegante, usando um conjunto impecável de alfaiataria, ergueu a mão e acertou dois tapas em Lílian.

— São aqueles parentes da família Pereira. — Disse Isabela.

No fim das contas, o tumulto também havia chegado à mansão.

Ela já imaginava.

Enquanto havia interesses em jogo, aquela gente vivia rondando a mansão dos Pereira. Antes, tratavam Bruna com uma deferência impecável, sempre educados, sempre cordiais. E agora? Bastava olhar para a cara deles.

— Pelo estado em que estão, parece que querem devorar Bruna viva. — Comentou Karine.

— Devorar ainda seria pouco.

— Você espalhou que tudo isso começou por causa dela?

Isabela assentiu.

— Eu sabia. Sabia que você ainda tinha uma carta escondida. — Disse Karine.

Embora tivesse acompanhado, ao longo de todo aquele tempo, a forma implacável como Isabela tratava Bruna, Karine sabia que aquilo era vingança pela morte da mãe dela.

E, para uma vingança como aquela, toda crueldade ainda parecia pouca.

Pelo menos para Isabela, era.

Do lado de fora, Lílian mal tinha acabado de apanhar de Bruna quando, com a chegada daqueles parentes, levou mais alguns tapas. Ninguém sequer se deu ao trabalho de perguntar o que havia acontecido.

Naquele instante, ela sentia que um dos ouvidos quase não escutava mais.

— Vocês... Vocês passaram de todos os limites!

Bruna, empurrada ao chão, também gritou, completamente fora de si.

O irmão mais velho de Luciano a encarou com ódio.

— O velho nunca gostou do Luciano. Isso tudo é culpa sua, sua desgraçada! Você ajudou o Luciano a tomar o Grupo Pereira e achou mesmo que tinha competência para alguma coisa. Agora, está tudo destruído nas suas mãos!

— Exatamente! Nós já sabemos de tudo! Foi você quem causou a morte da mãe da Isabela. Foi por sua causa que essa vingança caiu em cima de todos nós!

Bruna retrucou, furiosa:

— Para apontar o dedo para os outros, é preciso ter consciência! Se o grupo tivesse caído nas mãos de vocês, acham mesmo que teriam feito melhor do que eu? Desde que o Grupo Pereira passou para as nossas mãos, vocês nunca ficaram sem receber dividendos. Agora que apareceu um problema, querem arrumar qualquer desculpa para me pisotear?

Bruna também não era mulher de engolir desaforo.

Além disso, aqueles parentes já engoliam havia muito tempo a arrogância que ela costumava exibir. Agora, tinham encontrado a oportunidade perfeita para descontar nela também.

— Ah! Ah... Me soltem! Me soltem!

Taís foi empurrada ao chão, e alguém agarrou seus cabelos com força.

No início, Lílian não queria se envolver. Mas ela também tinha sido apontada como uma das culpadas. Mesmo sem querer entrar naquela confusão, acabou sendo arrastada à força para o meio dela.

Do lado de fora, gritos de dor e xingamentos se misturavam num caos ensurdecedor.

Ninguém sabia quanto tempo havia se passado.

Mesmo depois de espancarem as três, as duas famílias ainda não tinham descarregado toda a raiva. Tentaram procurar Isabela para tirar satisfações, mas foram barradas pelos seguranças antes mesmo de conseguirem entrar.

Era a primeira vez que aquelas mulheres eram impedidas de entrar na mansão dos Pereira.

Antes, todas se reuniam ali. Eram encontros de família.

Agora, diziam que elas não podiam sequer passar pela porta.

E isso só as deixou ainda mais fora de si.

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