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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 72

— Ela foi atrás de você? — Perguntou Karine.

Ao ouvir o nome de Vanessa, o semblante de Isabela se fechou imediatamente.

Aquela mulher… Tanto à luz do dia quanto nas sombras, sempre teve mil artimanhas. Fria, calculista, venenosa até a raiz.

Isabela assentiu.

— Ela apareceu no Condomínio Vila Real. A ideia era me deixar encurralada, me sufocar ali dentro.

Ao lembrar da postura arrogante de Vanessa naquele dia, Isabela contou tudo a Karine, sem poupar detalhes.

Desde o momento em que Vanessa surgiu no Vila Real até as ameaças feitas sem o menor pudor.

Falou também da ligação que Débora tentou fazer para Cristiano e de como foi imediatamente intimidada por Vanessa.

Em resumo, não era apenas provocação. Era abuso escancarado.

Karine explodiu.

— E, mesmo assim… o Cristiano não voltou?

— Não. — Respondeu Isabela, em um tom vazio.

Karine ficou muda por alguns segundos.

Ele sabia perfeitamente que tipo de criatura Vanessa era.

E, ainda assim, deixou Isabela sozinha no Condomínio Vila Real.

Aquilo era descuido demais… Ou ele realmente acreditava que a família Pereira, ou até mesmo Lílian junto com Vanessa, não passavam de gente que só latia, mas não mordia?

Karine puxou o ar várias vezes, tentando à força conter o fogo que queimava no peito.

— Então por que o Sérgio apareceu no Condomínio Vila Real? — Perguntou, por fim.

Ela se lembrou da ligação de pouco antes.

Tinha sido o próprio Sérgio quem ligara, pedindo que ela ajudasse a levar roupas para Isabela.

Isabela balançou a cabeça devagar.

— Eu também não sei.

Por que Sérgio apareceu no Condomínio Vila Real…

Por que Renato apareceu…

Nada disso ela sabia.

Ao ouvir que Isabela não sabia, Karine não pensou muito no assunto.

A raiva falou mais alto.

— Essa Vanessa… Manda o teu irmão dar uma boa lição nela. Espera… — Karine travou no meio da frase, como se algo tivesse se encaixado de repente. — Foi o pessoal do seu irmão que bateu nela?

Quando Karine cruzou com Vanessa no saguão do hospital, a cena tinha sido pesada.

Ela estava realmente machucada, jogada em uma maca móvel, gemendo sem parar.

Isabela respondeu com calma.

— Foi só uma surra. Ao meio-dia, ela ainda vai receber outra coisa...

Ela fez uma breve pausa.

No fundo dos olhos, passou um brilho de escárnio. Em seguida, um sorriso lento se formou em seus lábios.

Renato se aproximou, encostou as costas na parede ao lado dele e ficou girando um isqueiro entre os dedos. O clique metálico soava repetidas vezes.

Ele também tinha ouvido tudo o que o médico dissera.

— Esse Cris… — Murmurou Renato, irritado. — Ou ele realmente não acredita que a cunhada perdeu o bebê, ou não faz a menor ideia de que, nessa fase, ela não pode receber esse tipo de reforço nutricional? Uma supervitamina dessas e acabou mandando a mulher para o hospital com uma hemorragia.

Preocupação jogada no lugar errado… Dava nisso.

Sérgio não respondeu.

Vestido de preto da cabeça aos pés, a camisa escura bem ajustada ao corpo, o olhar dele era frio, cortante. Só de olhar, já dava para perceber que sua mente estava longe dali, e nada do que passava por ela era bom.

Vendo que ele continuava em silêncio, Renato lançou um olhar de lado.

— Como você soube que a Vanessa tinha ido ao Condomínio Vila Real?

Não era apenas saber.

Sérgio parecia ter certeza de que Vanessa atacaria Isabela.

Por isso, quando não conseguiu falar com Cristiano, foi pessoalmente até lá.

E ainda pediu para Renato continuar tentando ligar para ele.

Só que ninguém esperava que, justamente naquele momento crítico em Nova Aurora, Cristiano estivesse com o celular desligado.

Sérgio não respondeu à pergunta.

Apenas perguntou, em um tom baixo e gelado:

— Ele ainda não ligou o telefone?

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