Renato saiu dali tomado pela raiva.
Cristiano permaneceu parado no mesmo lugar por um tempo que ele próprio não soube medir. As mãos tremiam quando finalmente puxou o celular e abriu o histórico de chamadas.
Só então percebeu.
Débora, do Condomínio Vila Real, havia ligado várias vezes. O chefe da equipe de segurança também.
Havia mensagens de Débora, de Renato… Até de Samuel.
O coração afundou.
Ele abriu uma delas:
[Cristiano, o que está acontecendo com você? A Vanessa ir atrás da Isabela numa hora dessas não pode ser coisa boa. Como você pôde desligar o celular agora?!]
Outra, de Samuel:
[Sr. Cristiano, aconteceu algo com a Sra. Isabela. Assim que ligar o telefone, por favor, retorne imediatamente.]
E mais uma, de Débora:
[Sr. Cristiano, a Sra. Vanessa veio com várias pessoas procurar a Sra. Isabela. Ela não está deixando a ambulância entrar. Volte o quanto antes!]
Mensagens.
Chamadas.
Mesmo separados pela tela, tudo aquilo parecia esmagar o peito de Cristiano, arrancando-lhe o ar.
E ele… O que tinha acabado de fazer?


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