Ao ouvir Isabela mencionar Lílian de repente, Sérgio a observou quase por instinto. Por alguns segundos, pareceu procurar alguma pista no rosto dela.
Mas Isabela não entregou nada.
— Por que perguntou dela do nada?
— Curiosidade. Afinal, eu também não quero ver aquela mulher se dando bem.
Isabela falou com naturalidade, como se fosse um comentário qualquer.
Mas, quando o assunto era o fim de Lílian, claro que ela não queria um destino leve para aquela mulher.
Depois de tudo o que Lílian e a mãe dela haviam feito, Isabela chegara a desejar despedaçá-las com as próprias mãos.
— Fique tranquila. Ela não vai se dar bem. Vai acabar pior do que qualquer um da família Pereira. — Disse Sérgio.
— É mesmo?
— Claro.
Ele voltou a observá-la, ainda tentando descobrir se ela sabia de alguma coisa.
Não encontrou nada.
Isabela sorriu de leve.
— Já terminei. Vou indo com a Rebeca. Pode comer com calma.
— Está bem.
Sérgio assentiu.
Desde que saiu da sala de jantar até entrar no carro, o coração de Isabela continuou inquieto.
Rebeca a observou pelo retrovisor.
— A senhorita está preocupada com alguma coisa?
— Não é nada. Seja o que for, no fim, nada resiste ao tempo. — Respondeu Isabela.
Não importava por que Sérgio havia ajudado Lílian.
Um dia, ela descobriria.
O tempo acabaria trazendo todas as verdades à tona.
Só que Sérgio...
Por que tinha que ser ele?
Justamente por ter sido Sérgio quem estendera a mão para Lílian, Isabela não conseguia se sentir em paz.
Afinal, quando ainda estava em Nova Aurora, enfrentando a família Pereira, Sérgio sempre ficara atrás dela, apoiando-a.
Agora que tudo parecia finalmente perto do fim...
Ele tinha ajudado Lílian.
— O que vamos fazer hoje? — Isabela perguntou.
A estrada continuava esburacada, sacudindo o carro de um jeito nada agradável.
Mas não era a mesma do dia anterior.
— Treino de tiro. E voo. — Respondeu Rebeca.
— Pilotar avião?
Karine, no fim das contas, tinha dado aquele primeiro passo.
Mas, depois desse primeiro passo, o que viria?
De qualquer forma, Isabela acabara se casando com Cristiano.
Quanto a Karine...
— Não. O que houve?
— Então não é nada.
Antônio desligou logo em seguida.
Pela pressa dele, era óbvio que estava desesperado para procurar Karine. Não tinha tempo sobrando para conversar com Isabela.
Isabela ligou para Karine.
Do outro lado, ela atendeu rápido.
— Belinha.
— O Antônio acabou de me ligar.
Karine ficou em silêncio.
Ao saber que Antônio ligara para Isabela, pareceu travar por um instante.
Depois, sua voz veio mais baixa, um pouco triste:
— O que ele disse?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Ué, mas a série não tava finalizada??...
Cambada de fdp. Só querem roubar nosso dinheiro. Quero meu dinheiro de volta. Infectos...
Cadê o final? Paguei por nada? E sério?...
É sério que não tem final? Não acredito que paguei por nada.......
Eu espero que Isabela não tenha sido idiota e tenha gravado as duas ligações...
Eu realmente acho que ela deveria abrir o jogo com ele e falar da família, acredito que ele desistiria quando visse contra que poder estava lutando...
Esse Cristiano, merece o troféu 🏆 de maior idiota de todos os novels que já li...
Não nego que estou ficando com certas pena desse Ricardo pelo autor o ter feito tão retardado, como é que um presidente de uma grande empresa não tem malícia, é influenciado tão fácil pela família, não coloca as coisas que dizem sobre suspeita, não investiga nada profundamente? Sendo desse jeito e sendo cruel como dizem, não sei como ainda não morreu...
Eu realmente não entendo como Cristiano sendo um homem de negócios e pelo que vejo, cruel na surdina, porque é tão idiota no que diz respeito a essa cunhada...
A estória é boa, porém, repete inúmeras vezes os mesmos detalhes como "deu a família gêmeos, um menino e uma menina", "se não fosse o apoio de Sérgio...", e os episódios de raiva da família, acaba ficando cansativo, uma estória longa com muita repetição no enredo....