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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 114

Sérgio mal conseguia conter o sorriso nos cantos dos lábios.

Ao se virar, deu de cara com a velha senhora o encarando sorrateiramente e balançando a cabeça.

Pela expressão dela, seu querido neto ainda estava ali, todo orgulhoso de si mesmo.

E ela não fazia ideia de quando aquilo teria fim.

Dona Helena não aguentou e o aconselhou a também prestar bastante atenção às preferências de Júlia.

Dizer que Sérgio era lerdo para tudo seria uma injustiça tremenda.

Nas mesas de negociação, cada mudança de humor alheio e a menor das microexpressões não escapavam de seus olhos.

No fundo, tratava-se apenas de desatenção e falta de interesse.

Seguindo o conselho da avó, no dia seguinte, após o trabalho, Sérgio fez questão de comprar uma caixa de frutas na loja embaixo do escritório.

As mangas da caixa de presente pareciam enormes e suculentas, e haviam custado bem caro.

Após o jantar, Sérgio viu Dona Eunice preparar um prato de frutas.

Ela o serviu para a avó e colocou outro na frente dele, deixando apenas Júlia sem nada.

Ele franziu a testa, pegou uma porção e colocou ao lado da mão de Júlia.

O resultado foi que as outras três pessoas na sala olharam para ele.

Dona Helena começou a balançar a cabeça novamente:

— A Julinha é alérgica a manga, você não sabia?

A expressão de Júlia era plácida, como se não estivesse nem um pouco surpresa.

Ela não olhou para Sérgio, enquanto seu coração se enchia de amargura.

Era cômico como antes ela fora tão confiante, achando que conseguiria viver bem ao lado de Sérgio.

Como se apenas tentar o suficiente fosse o bastante para aquecer aquela pedra.

No fim, fora ela quem não medira as próprias forças.

Júlia sorriu amarelo:

— Vovó, eu já não gosto muito de frutas mesmo.

Aquele sorriso foi angustiante para quem observava.

Sérgio estalou os ossos dos dedos.

Seu rosto mantinha-se neutro, mas no fundo, sentia um ligeiro embaraço e decepção.

Sérgio nunca experimentara essa sensação no ambiente de trabalho.

Era como se tivesse dado tudo de si para preparar um projeto, mas no final, tudo estivesse errado.

Naquele exato momento, o grande Presidente Sérgio conseguiu entender um pouco como seus subordinados se sentiam quando tinham suas propostas rejeitadas na cara.

Um dia depois, ele pediu a Éder que fosse à joalheria mais luxuosa da cidade e comprasse um colar feito sob medida.

Mas desta vez, até Éder se tocou.

Ele pigarreou:

— Diretor Santana...

Sérgio estava prestes a sair do trabalho.

Ele andava saindo bem na hora ultimamente.

Capítulo 114 1

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