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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 255

A garota crescera no exterior e era fluente tanto em chinês quanto em inglês, sem contar que as melhores escolas infantis estrangeiras ensinavam uma segunda língua, geralmente francês ou alemão.

E Dora ia muito bem nos estudos.

Seria esse o poder da genética?

Ao ver a senhora tocar naquele assunto na frente de Júlia, Dona Eunice não parou de fazer sinais com os olhos.

A idade de Dona Helena começava a pesar, e ela ocasionalmente se perdia nas conversas.

— Então, Julinha...

Júlia balançou a cabeça, demonstrando não se importar.

Enquanto falavam, escutaram alguém "cantando" ao entrar na casa.

— Ai, mãe, ouvi dizer que temos uma visita ilustre!

Tia Simone entrou batendo seus saltos altos no chão.

Ao ver Júlia, fingiu espanto:

— É verdade! Se não é a nossa Senhora Santana... ai, me desculpe, a EX-Senhora Santana!

— Clarice, está vendo como eu tinha razão? A Senhorita Guedes fez tanto esforço para voltar à Cidade N, como ela deixaria de nos visitar?

Tia Simone fez uma pausa dramática e carregada de sarcasmo ao dizer "Senhorita Guedes".

Ouvindo aquilo, Dona Helena desfez o sorriso.

— O que você veio fazer na minha casa?

— Vim trazer o seu bisneto para a senhora ver, é claro. A Clarice fez questão de trazê-lo.

Dona Helena segurou sua xícara de chá.

— Pelo que vejo, vieram apenas para causar alvoroço.

Clarice parecia saber que não era bem-vinda e demorou para balbuciar timidamente:

— Avó.

Dona Helena não esboçou reação.

Clarice, então, empurrou levemente o ombro de Bernardo.

Bernardo correu de imediato, balançando a mão da senhora:

— Bisavó, o Bernardo estava morrendo de saudades!

O rosto de Dona Helena se suavizou um pouco e ela acariciou as costas do menino.

Estava empapado de suor. Com certeza passara o dia correndo lá fora.

Como fora visitar Dona Helena por iniciativa própria, Júlia achou que seria indelicado virar as costas e ir embora assim que Tia Simone apareceu.

Mas também não pretendia render assunto.

Para sua surpresa, Clarice não teve o bom senso de manter distância e aproximou-se.

Cumprimentou-a com uma voz suave e dócil:

— Irmã.

Júlia sentiu uma ânsia quase insuportável.

Estaria ela encenando um drama de época? "Irmã"? Quem é irmã de quem?

Sem alterar a expressão, Júlia respondeu:

Bernardo berrou:

— Mamãe, eu quero brincar disso! Eu quero costurar!

— Cale a boca!

Clarice gritou, interrompendo o filho de supetão, quase arruinando o seu teatrinho.

Mas, lembrando-se de onde estava, forçou as lágrimas a caírem:

— Irmã Júlia, você... você...

Bernardo seguiu o exemplo da mãe e desatou a chorar.

Os dois pareciam disputar quem derramava mais lágrimas.

Dona Helena largou a xícara com força:

— Chega, Clarice Cardoso! Com que cara você ainda chora? Não pense que a minha idade me fez esquecer as atrocidades que você aprontou!

Ela reprimiu a raiva.

— Só não mando te arrastarem daqui por causa da criança, mas lembre-se do que o Sérgio disse: você está proibida de pisar na casa dos Santanas!

Júlia franziu a testa ligeiramente.

Sérgio havia dito isso?

Pelo visto, os talentos dele para a atuação também não eram ruins.

Dona Helena não só não culpou Júlia por assustar o bisneto, como ainda a reconfortou:

— Julinha, não se rebaixe ao nível delas.

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