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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 256

— Eu sei, avó.

Tia Simone ficou envergonhada por um momento, mas logo disfarçou com um risinho:

— Tudo bem, tudo bem. Clarice, pare de falar um pouco.

Logo em seguida, mudou de assunto e começou a falar sobre a educação da criança.

— Escute, Júlia, a sua filha já deve ter uns três anos também, não? Em qual escola infantil ela estuda?

Júlia, percebendo as intenções da outra de imediato, manteve-se calada.

Diante do silêncio embaraçoso, Tia Simone foi obrigada a continuar o seu monólogo.

— O nosso Bernardo frequenta a melhor escola internacional da Cidade N, com um currículo totalmente britânico. Ele estuda de tudo, francês, piano, tudo! O Sérgio não poupa esforços na educação desse filho!

Júlia a ignorou.

Percebendo a falta de interesse, Tia Simone disparou:

— Ah, pois é, as escolas infantis comuns nunca ensinariam isso. Devem ter até dificuldade de diferenciar inglês de francês, não é?

Júlia continuou escutando a tagarelice de Tia Simone.

Não teve vontade de dizer que Dora já dominava aqueles idiomas, muito menos que possuía ouvido absoluto para a música, capaz de cantarolar uma melodia no piano apenas após ouvi-la uma única vez.

Não tinha o hábito de usar a filha como troféu.

E não queria que Dora se sentisse pressionada a escolher ou persistir em algo só pelo medo de decepcionar a mãe.

Se a menina tivesse interesse em artes ou idiomas e quisesse aprender, seria ótimo.

Mas se não quisesse, ou decidisse desistir no meio do caminho, também não deixaria de ser uma experiência válida.

Júlia só queria mostrar à filha que a vida é repleta de maravilhas. Fazer, ouvir, experimentar... A felicidade é a única coisa que importa.

Clarice deixou a criança na mansão, à espera de Sérgio, e saiu logo atrás de Júlia.

Assim que chegaram à porta, ela tirou a máscara de fragilidade e docilidade.

O seu sorriso transbordava desdém:

— Júlia, parece que a vida não foi muito gentil com você esses anos, hein? Não conseguiu nem pagar por aulas extracurriculares para a sua filha?

No fundo, Clarice suspirava de alívio.

O seu Bernardo adorava brincar, e a criança de Júlia parecia ser do mesmo tipo.

Ainda por cima, era uma menina.

Uma completa inútil.

Não estar autorizada a entrar na família Santana hoje não significava que jamais seria no futuro.

Quando Sérgio chegou à velha mansão, notou os suplementos alimentares sobre a mesa.

Comentou secamente:

Lucas sorriu:

— Saiu o cronograma mais recente do projeto, e como a escola ficava no caminho de casa, passei aqui para tentar a sorte.

Dora estava sentada entre os dois, ouvindo-os conversar em códigos.

— O lugar está reservado. Amanhã às seis?

Júlia sabia que ele se referia ao "jantar romântico" que haviam planejado.

Dora não gostou nada disso. Cruzou os braços e fingiu estar emburrada.

— A mamãe e o Papai Lucas têm segredos! A Dora quer saber também!

Lucas respondeu:

— O tio e a mamãe vão jantar juntos amanhã.

— Ah, eu também quero ir! — pediu Dora.

Júlia balançou a cabeça:

— Mas a mamãe e o Papai Lucas já tinham combinado de ir sozinhos.

Desde cedo, ela ensinara a filha que as pessoas são todas iguais.

Que a mãe não precisava ceder às suas vontades incondicionalmente, da mesma forma que Dora não precisava ser eternamente submissa, pois a mãe não era dona absoluta da verdade.

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