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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 257

Graças a isso, Dora raramente fazia escândalo quando os seus desejos não eram atendidos.

Ao enfrentar problemas, simplesmente buscava uma forma de solucioná-los.

Dora revirou os seus olhos grandes e espertos.

— Eu já entendi, Papai Lucas. Mas a Dora queria tanto jantar com você e com a mamãe... Você não deixa eu ir?

Juntou as mãozinhas numa oração muda.

E acrescentou docemente:

— Não tem problema se você não quiser.

Os olhos grandes e as bochechas gorduchas a tornavam a coisa mais fofa do mundo.

Quem, vendo uma carinha daquelas, seria capaz de recusar?

Lucas se rendeu:

— Tudo bem... O tio leva você.

Dora deu um suspiro exagerado de alívio.

E perguntou em seguida:

— Por que a mamãe e o Papai Lucas vão jantar sozinhos?

Lucas beliscou levemente a ponta do narizinho dela:

— Ah, isso o tio não pode contar. Que tal eu te pagar por esse segredo?

Ele levantou um dedo:

— Uma mochila de coelhinho.

Dora concordou prontamente:

— Fechado! A Dora não pergunta mais. Papai Lucas, me leva para comprar a mochila agora!

Ao sair da velha mansão, Júlia estava exausta de corpo e alma.

Lucas sabia o quanto a avó era próxima dela e sugeriu que ela ficasse descansando no carro, enquanto levava Dora até a papelaria.

— A mamãe parece tão triste hoje. Alguém brigou com ela?

Lucas não soube como explicar à menina.

Apenas a alertou que ela e a mãe eram meninas, e se cruzassem com pessoas estranhas, principalmente homens, ela deveria chamar ajuda.

Dora brincou com as orelhas da mochila de coelho nova:

— Papai Lucas, o que é chamar ajuda?

— É só você dizer aos outros que o Papai Lucas é o seu pai, e que você e a sua mãe não aceitam levar desaforo de ninguém.

Dora ficou pensativa e perguntou, encabulada:

— A Dora queria tanto ter um pai. Papai Lucas, você já viu o meu pai biológico? O que ele faz da vida?

Lucas respondeu:

— O senhor também é muito adorável. A mamãe sempre diz que cozinhar é colocar o coração no prato.

O chef soltou uma gostosa gargalhada.

Se o gerente do restaurante não tivesse aparecido, o chef certamente prometeria isentar a conta.

Lucas sorriu ao observar a cena.

— Só agora percebi que inteligência emocional também é hereditária.

Júlia também sorriu e não resistiu em dar um beijinho carinhoso em Dora.

Em meio àquela conversa animada, o gerente retornou.

Não foi até a mesa deles, mas estava guiando alguém pessoalmente até o lugar reservado.

Ao erguer a cabeça, Júlia estacou, estupefata.

Sérgio parecia uma estátua esculpida no próprio lugar.

Ele observou o sorriso no rosto de Júlia e a ternura inigualável nos seus olhos enquanto abraçava carinhosamente a menina, uma ternura que ele não via há anos.

E lá estava Lucas ao lado delas, olhando-as com familiaridade e afeto.

Uma família de três, um verdadeiro retrato de felicidade.

Uma felicidade tão intensa que chegava a apunhalar-lhe o peito!

Uma cena de calor humano tão ofuscante que feria a sua visão!

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