Graças a isso, Dora raramente fazia escândalo quando os seus desejos não eram atendidos.
Ao enfrentar problemas, simplesmente buscava uma forma de solucioná-los.
Dora revirou os seus olhos grandes e espertos.
— Eu já entendi, Papai Lucas. Mas a Dora queria tanto jantar com você e com a mamãe... Você não deixa eu ir?
Juntou as mãozinhas numa oração muda.
E acrescentou docemente:
— Não tem problema se você não quiser.
Os olhos grandes e as bochechas gorduchas a tornavam a coisa mais fofa do mundo.
Quem, vendo uma carinha daquelas, seria capaz de recusar?
Lucas se rendeu:
— Tudo bem... O tio leva você.
Dora deu um suspiro exagerado de alívio.
E perguntou em seguida:
— Por que a mamãe e o Papai Lucas vão jantar sozinhos?
Lucas beliscou levemente a ponta do narizinho dela:
— Ah, isso o tio não pode contar. Que tal eu te pagar por esse segredo?
Ele levantou um dedo:
— Uma mochila de coelhinho.
Dora concordou prontamente:
— Fechado! A Dora não pergunta mais. Papai Lucas, me leva para comprar a mochila agora!
Ao sair da velha mansão, Júlia estava exausta de corpo e alma.
Lucas sabia o quanto a avó era próxima dela e sugeriu que ela ficasse descansando no carro, enquanto levava Dora até a papelaria.
— A mamãe parece tão triste hoje. Alguém brigou com ela?
Lucas não soube como explicar à menina.
Apenas a alertou que ela e a mãe eram meninas, e se cruzassem com pessoas estranhas, principalmente homens, ela deveria chamar ajuda.
Dora brincou com as orelhas da mochila de coelho nova:
— Papai Lucas, o que é chamar ajuda?
— É só você dizer aos outros que o Papai Lucas é o seu pai, e que você e a sua mãe não aceitam levar desaforo de ninguém.
Dora ficou pensativa e perguntou, encabulada:
— A Dora queria tanto ter um pai. Papai Lucas, você já viu o meu pai biológico? O que ele faz da vida?
Lucas respondeu:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ame-me Outra Vez, Minha Ex!