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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 311

Dora nunca tinha visto tantas pessoas lavando pratos juntas e ficou observando de lado, curiosa.

Júlia olhava para Dora, e Sérgio olhava para Júlia.

— Você e a Dora vão sair amanhã?

Júlia ficou observando a filha, que havia arregaçado as mangas para ajudar, e fingiu não escutar.

Sérgio aproximou-se sozinho e parou ao lado dela.

— Amanhã pedi para as marcas enviarem os lançamentos da nova estação. As roupas da Dora são muito comuns, ela deveria vestir as melhores.

Júlia já estava insatisfeita com o fato de ele ter buscado Dora na escola em segredo.

E agora ainda queria interferir na educação da criança?

— Não é necessário, roupas populares estão ótimas.

Lá fora, Sérgio era quem recebia explicações precipitadas dos outros, mas em casa a situação havia se invertido completamente.

Ele observava as microexpressões de Júlia com extrema cautela.

— Eu sei que você acha ruim ter luxo demais por causa da pouca idade dela.

— Mas a Dora é uma menina, e meninas nasceram para serem criadas com fartura. Se nós não tivéssemos condições, tudo bem, mas antes dos três anos de idade, no exterior, ela já entendeu perfeitamente como é a vida de pessoas comuns.

— Agora... ela pode conhecer outras coisas.

— Você pode deixar que ela decida não ter algo, mas não pode ocultar dela o direito de escolha. Um senso de merecimento muito baixo também não é bom.

Júlia franziu a testa e lançou-lhe um olhar.

Sérgio calou-se imediatamente.

Júlia não resistiu e soltou uma ironia:

— Por favor, não use qualquer termo só para agradar a criança.

— Senso de merecimento não significa ter dinheiro ou comprar marcas famosas, nem é essa mentalidade de se perguntar por que os outros têm e eu não.

Desde o divórcio, Júlia tentava de todas as formas dar a Dora uma sensação de segurança em dobro, sem querer que a filha fosse muito afetada pela ausência da figura paterna.

Essa sensação de segurança deveria vir de ser respeitada e cuidada, construindo gradualmente a ideia de 'eu mereço ser bem tratada'.

E não o contrário.

Dizer essas palavras deixava o coração de Júlia apertado.

Ela era muito grata pela existência de sua filha.

Pois, ao criá-la, acabou cultivando o amor por si mesma mais uma vez.

Após ouvir aquilo, Sérgio perdeu-se em pensamentos.

A ponto de sentir-se um pouco envergonhado quando os representantes das grifes apareceram no dia seguinte.

Dora nunca havia visto tantos vestidos bonitos e corria entre as araras de roupas.

— Uau, mamãe, olha só, há tantos vestidos lindos aqui.

— Posso ficar com todos?

— Já vi muita gente assim, que se aproveita de ter vindo de família rica e ter uns trocados para enganar a filha dos outros. Levam a moça e não a tratam bem; ficam juntos só por aparências ou arrumam amantes por fora.

Só de pensar que um dia sua filha iria se casar, Sérgio sentia uma dor insuportável.

Ele não resistiu a tentar abrir os olhos de Dora, mesmo que ela só tivesse três anos.

No entanto, ao ouvir isso, Júlia curvou os lábios em um sorriso frio.

E Dora respondeu, parecendo uma mini-adulta:

— Ah, então são mentirosos igualzinhos ao Tio Papai.

Sérgio arregalou os olhos.

O rosto dele empalideceu.

O coração deu pontadas dolorosas.

O constrangimento era real.

Porém, também era a primeira vez que ele se colocava na perspectiva de Júlia.

Agora, bastava lembrar que um dia casou-se com Júlia usando apenas um contrato.

Três anos de um relacionamento morno.

E, no final, ainda ocorreu aquele incidente com Clarice Cardoso.

Sérgio sentia que estava ficando sem ar.

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