Quando Helton chegou dirigindo ao cruzamento do Edifício Cristal, Heloísa já estava parada ali, toda produzida, esperando por ele.
Helton franziu levemente as sobrancelhas e, então, estacionou o carro lentamente em frente a Heloísa.
Heloísa, a princípio, estranhou o fato de aquele Mercedes GLS ter parado diante dela.
Quando viu Helton abaixar o vidro, seus olhos se iluminaram.
Ela abriu para Helton um sorriso que julgava ser o mais perfeito, caminhando com graça em direção ao carro dele.
Sentia-se confiante: acreditava que, assim que se aproximasse daquele homem, ele não teria como escapar de suas mãos.
No entanto, ela não sabia que Helton não tinha, em momento algum, a intenção de deixá-la entrar no carro.
Quando percebeu que a porta não abria, Heloísa pensou que Helton apenas havia esquecido de destravar o carro e, então, avisou: “Sr. Belmonte, o senhor não destravou a porta.”
Helton não respondeu à observação de Heloísa, apenas perguntou: “Onde Antonela mora?”
Helton deixara tudo tão claro que, se Heloísa ainda não tivesse entendido, seria tola.
Seu rosto alternou entre tons pálidos e avermelhados, e o sorriso quase se desfez. “Sr. Belmonte, o senhor deve saber que só eu conheço o endereço da Antonela.”
“E daí?” Helton estreitou os olhos, com um tom de arrogância e perigo.
Apesar da voz de Helton soar extremamente sedutora e falar com suavidade, e mesmo sorrindo, aquele tom fez Heloísa sentir medo. Porém, uma vez que havia falado, não podia mais recuar. Então, forçou-se a continuar: “Se eu não lhe disser, o senhor nunca vai encontrá-la.”
Tendo ouvido de Antonela anteriormente que nem mesmo o nome Helton havia revelado a ela, Heloísa deduziu que Antonela e Helton não se conheciam profundamente. Por isso, naquele dia, ousara enganar Helton, esperando que ele cedesse.
Mas Heloísa não sabia que tentar jogar com Helton era escolher a pessoa errada para isso.

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