Antonela realmente não esperava ver Helton na entrada do condomínio.
Ela pensava que, após a forma como ele havia saído no dia anterior, provavelmente não teriam mais contato algum.
Instintivamente, Antonela apertou com força a sacola que segurava e caminhou em direção a Helton, parando a um metro dele. Em seguida, cumprimentou-o em um tom calmo: “Que coincidência, você veio resolver algo por aqui?”
“Não.” Helton balançou a cabeça. “Vim te procurar.”
Ao ouvir que Helton tinha vindo procurá-la, a mão de Antonela tremeu levemente, e ela lançou um olhar furtivo na direção dele.
O rosto de Helton permanecia tão sereno e imperturbável quanto sempre, sem qualquer sinal de anormalidade.
Pelo jeito dele, parecia que realmente não tinha descoberto o segredo dela.
Sentiu um certo desapontamento, mas ao mesmo tempo um profundo alívio.
Antonela desviou o olhar e esboçou um leve sorriso. “Por que você veio aqui justamente agora?”
Ao ver Antonela sorrir, a expressão de Helton suavizou um pouco. “Seu telefone não estava funcionando.”
Antonela entendeu imediatamente que o que Helton queria dizer era que, ao não conseguir falar com ela pelo telefone, viera procurá-la pessoalmente.
Respirou fundo antes de responder: “Ah, roubaram minha bolsa, inclusive o celular.”
Preocupada que Helton interpretasse mal a situação, Antonela fez questão de não mencionar que o roubo ocorrera no dia anterior.
O que ela não sabia era que Helton já havia tentado ligar para ela no dia anterior, de modo que, ao juntar as informações, percebeu imediatamente que o assalto ocorrera ontem.
“Foi ontem quando você estava voltando?” A frase de Helton não soou como uma pergunta, mas como uma afirmação.

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