— O presente da Srta. Ayla é mesmo irresistível. — Daniel manteve os olhos nela e sorriu.
Ayla ia se levantar, mas ele segurou levemente seu pulso. Desequilibrada, acabou caindo no colo dele.
O calor do corpo dele a envolveu por completo. O hálito roçou sua orelha, fazendo com que ela encolhesse os ombros.
Ao levantar os olhos, deu de cara com o olhar intenso dele. Com a mente vazia, passou os braços pelo pescoço dele.
Daniel reparou no rubor das orelhas dela e, sem pensar, se inclinou para falar baixinho.
Mas Ayla, sentindo cócegas, virou o rosto — o que fez com que os lábios dele roçassem de leve sua bochecha.
Ela ficou paralisada, as orelhas em chamas, o rubor se espalhando pelo rosto.
Daniel também congelou, os dedos apertando de leve a cintura dela. Não avançou mais. A voz saiu rouca:
— ...Não conseguiu desviar?
Ayla mal teve tempo de processar. O toque inesperado embaralhou todos os pensamentos.
Os olhos se arregalaram, os cílios tremiam como asas batendo ao vento.
— Sr...
Daniel soltou seu braço, mas continuou olhando bem dentro de seus olhos.
Levantou uma das mãos e tocou com a palma a bochecha quente dela.
— A senhorita está especialmente encantadora esta noite.
Enzo, que assistia à cena, desviou o olhar num segundo e saiu de fininho.
Quem foi mesmo que disse que ele não se interessava por mulher nenhuma?!
— Eu... tô com um pouco de fome... — Ayla ainda estava com o cérebro travado, mas o coração disparado feito motor de corrida. Até a respiração ficou irregular.
Disse qualquer coisa só pra disfarçar, e se apressou para sair do colo dele, voltando ao próprio assento.
Mas, ao pegar nos talheres, estava tão desnorteada que deixou tudo cair no chão com barulho.

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