— Mafalda, você quer morrer? — Gisele explodiu, a voz cortante.
A mãe tossiu de imediato, num aviso baixo, pedindo que ela se controlasse.
Se o jantar ainda não estivesse em andamento, Gisele já teria levantado a mão e dado um tapa em Mafalda ali mesmo.
Ela se conteve à força.
Não importava. Se não conseguia lidar com Ayla, Mafalda era outra história. Contas assim se acertavam com o tempo.
O que começou como um banquete armado para pressionar acabou se transformando num jantar de noivado que deu a Ayla toda a dignidade possível. Carolina sentiu um gosto amargo como nunca antes. Mal conseguiu comer algumas garfadas antes de inventar uma indisposição e sair mais cedo.
Pouco depois da saída de Carolina, a família Cardoso também deixou o local levando Ayla consigo. O jantar, na prática, chegava ao fim.
Bruno, como representante de Carolina, permaneceu para se despedir dos convidados.
Quando Felipe saiu acompanhado de Nuno, acabou encontrando a família Barbosa. Mafalda já havia trocado de vestido e seguia, como sempre, alguns passos atrás, em silêncio.
Nuno hesitou por um instante. Ainda assim, deu alguns passos à frente e a chamou.
— Mafalda.
Ao ouvir aquela voz familiar, o corpo dela estremeceu levemente. Ela virou o rosto. O olhar pousou no dele por apenas um segundo antes de se afastar.
— O que foi?
— Sua pulseira. — Nuno tirou do bolso uma pulseira delicada, com uma lágrima de sereia pendendo no centro, e a estendeu para ela.
Ela havia caído no chão durante a confusão com Gisele. Nuno a viu e a apanhou.
Um leve tremor atravessou o olhar de Mafalda. A lágrima azul-profunda era uma água-marinha extremamente rara.
Foi um presente que Nuno lhe deu no aniversário de dezoito anos.
Naquela época, ele quase não tinha dinheiro. Juntou por muito tempo até conseguir comprá-la.
Mafalda gostou tanto que logo transformou a pedra em uma pulseira. Usou-a desde então.
Nuno parou no meio do caminho. Ficou imóvel por alguns segundos antes de se virar e apanhar a pulseira do chão.
Ele sabia muito bem que, no coração dela, nunca significou nada.
Ainda assim, depois de tanto tempo, por que aquilo continuava doendo?
Felipe observou a cena de lado. A expressão se tornou mais pesada. Aproximou-se e bateu de leve no ombro do filho.
— Nuno, voltar atrás nunca é fácil.
— Pai, eu não estou fazendo isso. — Respondeu Nuno, de cabeça baixa, enquanto guardava a pulseira no bolso.
— Melhor que não esteja. — Felipe suspirou. — Mas, às vezes, seguir apenas o próprio coração não leva a lugar nenhum. Você já não é tão jovem. A partir da semana que vem, vou te apresentar algumas jovens adequadas.
— Pai, isso não é urgente...
— Como não? — Felipe o interrompeu. — Você não pode viver só para o trabalho. Você diz que não tem pressa, mas eu tenho. Hoje, ao ver Ayla e Daniel, você também se emocionou, não foi? Meu filho é excelente. Também vai encontrar um ótimo casamento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...